Chuva em Goiás no mês de agosto? Cimehgo diz que isso pode acontecer
Modelos meteorológicos indicam avanço de frente fria entre os dias 25 e 27, com possibilidade de áreas de instabilidade no sudoeste e sudeste do Estado; fenômeno, porém, ainda é considerado incerto e não deve interromper a estiagem
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Agosto costuma ser um mês em que os goianos olham para o céu e encontram poucas respostas. O azul domina os dias, o ar perde umidade e a chuva, quando aparece, costuma ser exceção. Mas os modelos meteorológicos começaram a desenhar uma possibilidade diferente para o fim deste mês: uma frente fria vinda do sul do País pode avançar pelo Estado entre os dias 25 e 27 e provocar áreas de instabilidade em algumas regiões. O estado não registra chuvas há mais de 50 dias.
A previsão ainda está distante e pode mudar nos próximos dias, mas chama atenção justamente por ocorrer em meio ao período de estiagem. Segundo André Amorim, diretor do Cimehgo, os modelos acompanhados pelo órgão indicam hoje a possibilidade de avanço da frente fria para uma área mais ampla do território goiano.
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A tendência, de acordo com ele, é de que o sistema consiga favorecer a formação de instabilidades principalmente no sudoeste e no sudeste de Goiás. “Há uma possibilidade lá para o final do mês, entre o dia 25 e 27, de um avanço de uma frente fria que, olhando hoje, avançaria um pouco mais e conseguiria trazer umas áreas de instabilidade na região sudoeste e sudeste do Estado”, explicou.
O próprio meteorologista, no entanto, faz uma ressalva importante: a previsão não está consolidada. Como ainda há um intervalo considerável até o fim do mês, a frente fria pode perder força, manter a intensidade prevista ou até mudar de comportamento.
“Como tem uma distância, como nós temos várias situações que estão acontecendo, é importante estarmos avaliando todo esse cenário. A cada dia ele vai perdendo intensidade ou vai se mantendo”, afirmou Amorim.

Chuva não significa fim da estiagem
Mesmo que a frente fria avance como os modelos indicam atualmente, a chuva não deve ser encarada como o retorno da estação chuvosa em Goiás.
A eventual mudança seria, nas palavras do diretor do Cimehgo, paliativa. Ou seja, poderia trazer algum alívio momentâneo para o calor e para a baixa umidade, mas não teria força suficiente para resolver o problema provocado pela longa sequência de dias secos.
“Caso ocorra, é bom sempre comentar: é algo paliativo. Não vem para resolver o problema da seca. Depois voltamos à programação normal, porque por enquanto segue o ritmo de estiagem de Goiás”, destacou.
A cautela acompanha o cenário climático previsto para o Estado. Um boletim recente do CEMPA-Cerrado, da Universidade Federal de Goiás, já apontava para o predomínio de sol, baixa umidade e temperaturas elevadas na região, além de sinalizar a possibilidade de atraso no início da estação chuvosa.
Até lá, o cenário permanece bastante diferente daquele que a previsão para o fim de agosto começa a desenhar.
Nesta segunda-feira (10), Goiás tem tempo quente e seco, com temperaturas entre 21°C e 36°C. O céu apresenta sol entre muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. A umidade relativa do ar deve permanecer baixa, com mínimas entre 20% e 28%.
É justamente esse contraste que torna a possibilidade de chuva no fim do mês tão incomum. Em pleno período de estiagem, qualquer avanço de umidade ganha importância.