Sexta-feira, 31 de Julho de 2026
Morte em família

Filho asfixia e mata pai para salvar a mãe de facadas no Setor Nova Vila Jaiara, em Anápolis

Homem havia sido liberado do regime fechado há poucos dias e tinha histórico de tentativas de homicídio contra a ex-mulher. Filho de ambos foi detido, mas policiais consideram legítima defesa

Hugo Oliveira
Por - Goiânia, GO
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Por volta das 10h deste domingo, um rapaz de 21 anos estava em casa, na Nova Vila Jaiara, em Anápolis quando viu o pai, o detento do semiaberto Dolismar José Damas, 41 anos, atacar a mãe, a Maria Núbia Damas, 37, sua ex-esposa, com uma faca. Com sorte, a mulher esquivou-se do primeiro golpe e o rapaz teve tempo de imobilizar o homem pelo pescoço, com um mata-leão. Na tentativa de conter o progenitor – que se debatia – até a chegada da polícia, Lucas Moreira Damas aplicou ainda mais força à “gravata”, o que implicou na morte do pai por asfixia.

A Polícia Militar foi acionada e, embora agentes tenham entendido que se tratava de um caso de legítima defesa, tiveram que conduzir o jovem para a Central de Flagrantes, onde este permanecerá detido até sua audiência de custódia. O rapaz foi levado sem algemas para prestar esclarecimentos sobre o fato.

Segundo o subtenente Joel Soares Galvão, do 28° Batalhão da PM, o presidiário possuía “inúmeros” registros criminais por furto e homicídio e, inclusive, já tinha atentado contra a vida da ex-mulher em outras oportunidades.

“Já foi à casa de Maria diversas vezes para importunar. Hoje Dolismar foi preparado para matá-la com uma faca, mas o filho conseguiu evitar, pois estava atrás dele e viu tudo. Deu um mata-leão, mas como o homem não parava de se mexer tentando se libertar, o rapaz imprimiu mais força gerando asfixia mecânica no criminoso”, revela.

Conforme explica Galvão, após o fato, a mulher afirmou que o ex-marido a chamou no portão. “Ela perguntou o que ele queria e nem teve muita conversa. Já partiu para cometer o homicídio e, felizmente, foi imobilizado. O homem era daqueles que não aceitava o fim do relacionamento e vivia rondando a região para importunar a ex-companheira.”

O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.

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