JUSTIÇA

Força Jovem: membros vão à júri popular por atentado contra ônibus com rivais em Goiânia

Processo já condenou dois réus e inocentou um acusado. Outros três torcedores vão à júri

Vítimas estavam em ônibus - (Foto: reprodução/MP)
Vítimas estavam em ônibus - (Foto: reprodução/MP)

Mais de três anos depois do atentado, o Tribunal do Júri dará continuidade ao julgamento dos réus acusados de envolvimento no ataque a um ônibus que transportava torcedores do Vila Nova, em Goiânia, no dia 1º de fevereiro de 2023. O júri está previsto para a próxima quinta-feira (9). 

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Nesta etapa, serão julgados Pedro Henrique Rodrigues Belém, Nickson Franklin Calixto de Araújo e Felipe Rocha de Oliveira. O processo já condenou Hiago Bastos Moreira e Bittencourt José Gomes dos Santos a mais de dois anos de prisão em regime aberto, enquanto Rianis Leonam Ferreira Gonçalves foi absolvido.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), o grupo teria planejado uma emboscada após a partida entre Vila Nova e Grêmio Anápolis. Os réus, que seriam integrantes da torcida organizada Força Jovem Parque Oeste, usaram veículos para cercar um ônibus da empresa Viação Reunidas, que transportava torcedores do Vila Nova, no Setor Buena Vista.

Armados com pedras, paus, bombas e armas de fogo, segundo o MP, os denunciados depredaram o ônibus e agrediram os durante a invasão ao veículo. O motorista conseguiu escapar ao acelerar o coletivo por uma abertura entre os carros que faziam o cerco.

Tentativas de homicídio 

O MP atribui aos denunciados três tentativas de homicídio contra, além dos crimes de associação criminosa, dano qualificado ao patrimônio público e corrupção de menor. Investigações conduzidas pela Polícia Civil (PC), apontaram que uma das vítimas foi atingida por um disparo de arma de fogo na região da cabeça e precisou ser internado. Um outro torcedor sofreu agressões com pauladas e chutes, enquanto a terceira vítima conseguiu fugir e se esconder antes de ser atingido.

A denúncia também afirma que o ataque teria sido previamente organizado por meio de conversas em grupos de WhatsApp e que os acusados teriam se reunido antes do crime para aguardar a chegada do ônibus. O Ministério Público pede a condenação dos denunciados pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, associação criminosa, dano qualificado e corrupção de menor, além da fixação de indenização mínima de R$ 30 mil para cada vítima.