Associação de Amigos do Aldeia do Vale tem plano para recuperar área de 500 mil m² em Goiânia; veja detalhes
Projeto prevê recuperação de pontos danificados no alambrado e ações para preservar a fauna e a flora da área
Ir direto pra matéria
A Associação dos Amigos do Residencial Aldeia do Vale (Saalva) pretende recuperar o alambrado e adotar medidas de preservação em uma área de mata de quase 500 mil metros quadrados em Goiânia, caso a Prefeitura aprove o pedido apresentado pela entidade. A proposta prevê a conservação da vegetação e da fauna do local.
A área fica ao lado da entrada do Residencial Aldeia do Vale, na Alameda das Sibipirunas, no Sítio de Recreios Mansões Bernardo Sayão. Segundo a Saalva, o espaço é um remanescente de mata nativa em meio à região urbana e abriga animais silvestres, como veados, quatis, macacos, ouriços e diferentes espécies de pássaros.
O alambrado que delimita o local apresenta diversos pontos danificados, de acordo com a associação. A estrutura permite a entrada de pessoas na área de preservação. Caso o pedido seja aprovado, a Saalva pretende recompor os trechos danificados para reforçar a proteção do espaço.

A proposta também inclui a avaliação de um engenheiro florestal, que deverá orientar o manejo adequado da vegetação e a conservação da fauna e da flora. Segundo a entidade, não há previsão de construção de edificações no local. A intenção é manter e preservar a área.
Ao Mais Goiás, Pedro Paulo Moreira de Carvalho, diretor-presidente da associação, explicou que a ideia é identificar os pontos que precisam de manutenção e estabelecer uma parceria com a Prefeitura de Goiânia para realizar os cuidados necessários de forma preventiva.
- 4 roteiros para redescobrir Goiânia a pé ou de bicicleta nesta primavera
- Quais os pontos turísticos imperdíveis para conhecer em Goiânia? Veja os 20 mais indicados
Manutenção
Atualmente, a Saalva realiza apenas o aceiro e a limpeza das áreas laterais que dão acesso ao residencial. Segundo a entidade, intervenções diretamente na área de mata dependem da formalização de uma parceria ou concessão com os órgãos municipais.
O pedido apresentado à Prefeitura prevê uma cooperação de três anos. Se for aprovado, a associação ficará responsável por serviços como limpeza e retirada de resíduos e entulhos, roçagem, capina, preservação das áreas verdes e podas, quando autorizadas. A proposta também inclui a conservação de eventuais vias, calçadas, mobiliário urbano e outras estruturas existentes no espaço.

A Saalva afirma que um grande incêndio atingiu a área em 2025. Segundo a entidade, vários animais silvestres morreram e árvores nativas foram danificadas durante a ocorrência. A associação também afirma suspeitar que o fogo tenha sido provocado por pessoas que estavam dentro da mata.
De acordo com a Saalva, o episódio reforçou a necessidade de ações preventivas e de recuperação do espaço. A entidade afirma que pretende atuar para reduzir o risco de novas ocorrências e preservar a fauna e a flora existentes no local.
Pedido ainda está em análise
O requerimento foi assinado em 16 de setembro e está em análise pela Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico (Seplan). Em nota, a pasta informou que o pedido representa apenas uma proposta de adesão ao programa Adote uma Praça e não significa que a adoção da área tenha sido aprovada.
A área indicada no processo possui 488.178,35 metros quadrados, o equivalente a aproximadamente 48,8 hectares. A delimitação tem como referência a Alameda das Sibipirunas, Quadra QR 15, Lote 04, no Sítio de Recreios Mansões Bernardo Sayão.
Segundo a Seplan, ainda não há previsão para a conclusão da análise. A divisão de responsabilidades entre a Prefeitura e a associação também só será definida após a avaliação do pedido e eventual formalização da cooperação.
Leia também: