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Delegado que baleou três mulheres no DF é encontrado morto, em Goiânia

Em janeiro, Mikhail Rocha abriu fogo contra a esposa, a empregada da família e uma enfermeira que trabalhava em um hospital do DF

Delegado Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, encontrado morto
Mikhail estava afastado das funções e realizava acompanhamento psiquiátrico (Foto: Reprodução)

O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Mikhail Rocha e Menezes, de 46 anos, foi encontrado morto na residência onde morava, em Goiânia, na última sexta-feira (24). Segundo informações da imprensa do Distrito Federal, o policial foi localizado abraçado a uma fotografia da família após tirar a própria vida.

Mikhail estava afastado das funções e realizava acompanhamento psiquiátrico. Em janeiro do ano passado, ele foi preso em flagrante após atirar contra três mulheres no Distrito Federal. Na ocasião, foi detido com duas armas de fogo e encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda.

SAIBA MAIS:

O caso ocorreu em 16 de janeiro de 2025. À época, o policial disparou contra a esposa, Andréa Rodrigues Machado e Menezes, de 40 anos; a empregada da família, Oscelina Moura Neves de Oliveira, de 45; e a enfermeira Priscilla Pessôa Rodrigues, também de 45.

As duas primeiras foram socorridas em estado grave ao Hospital de Base do Distrito Federal. Já a enfermeira, ferida no Hospital Brasília, apresentava quadro mais estável, mas precisou passar por cirurgia. Todas sobreviveram.

No momento dos disparos, o filho do delegado, de 7 anos, foi atingido por estilhaços de vidro. Em seguida, Mikhail levou a criança ao Pronto-Socorro do Hospital Brasília, no Lago Sul.

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No local, ele iniciou uma discussão com funcionários para exigir atendimento imediato ao menino, que estaria vomitando. Quando a enfermeira-chefe tentou acalmá-lo, foi surpreendida pelos disparos.

Testemunhas relataram que o delegado apresentava sinais de transtorno psicológico e repetia frases desconexas enquanto acompanhava o filho. O delegado foi afastado de suas funções na polícia há aproximadamente 30 dias antes desse episódio. O motivo do afastamento foi por problemas psiquiátricos.

Após a prisão, Mikhail passou a responder ao processo em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. Desde então, ele estava em casa, em Goiânia.