PERÍODO CRÍTICO

Feriado: Goiânia mantém postos de vacinação abertos para ampliar cobertura contra influenza

Na capital, índices entre crianças, gestantes e idosos seguem abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde

Imagem mostra pessoa sendo vacinada
Já foram aplicadas 61 mil doses da vacina contra a gripe, mas cobertura entre grupos prioritários segue distante do ideal (José Cruz/ABr)

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai manter os postos de vacinação da cidade abertos, das 8h às 18h, durante o feriado prolongado de Tiradentes. A intenção da pasta é oferecer suporte e estimular a população a aproveitar o fim de semana e o feriado para se vacinar contra a influenza. Esta estratégia ocorre em meio ao aumento da circulação de vírus respiratórios no país e à baixa adesão à vacina pela população goianiense.

Na capital, segundo a pasta, já foram aplicadas 61 mil doses da vacina contra a gripe. Apesar disso, a cobertura entre os grupos prioritários ainda está distante do ideal. Entre crianças, o índice é de 7,1%; entre gestantes, 11,9%; e entre idosos, 17,2%. A meta do Ministério da Saúde é alcançar pelo menos 90% de cobertura nesses públicos.

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A vacinação é tida como a principal estratégia para reduzir complicações, internações e mortes provocadas pelo vírus da influenza. A doença tem alta transmissibilidade e maior risco de agravamento em populações vulneráveis.

Atenção redobrada

Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, o momento exige atenção redobrada. “Estamos em um período de maior circulação de vírus respiratórios, e a vacinação é a principal forma de evitar agravamentos e internações. Por isso, é fundamental que os grupos prioritários procurem as unidades de saúde quanto antes”, afirma.

Além da imunização contra a gripe, a SMS orienta a população a verificar a situação vacinal. A queda nas coberturas nos últimos anos acendeu um alerta nacional, com risco de reintrodução de doenças já controladas ou eliminadas, como sarampo e poliomielite. A conferência da caderneta permite identificar doses em atraso e regularizar o esquema vacinal.

“Estamos em um período de maior circulação de vírus respiratórios”, alerta secretário de Saúde (Foto: Arquivo/ABr)

O calendário nacional prevê imunizantes em diferentes fases da vida, incluindo BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), meningocócica, HPV e febre amarela. Pais e responsáveis devem levar a caderneta às unidades de saúde para avaliação e atualização conforme a idade e o histórico vacinal.

Durante o feriado e o fim de semana, os Centros Municipais de Vacinação (CMVs) funcionarão das 8h às 18h nos seguintes locais: Setor Pedro Ludovico; Vila Nova; Urias Magalhães; Bairro Goiá; Novo Horizonte; Jardim América; Novo Mundo; e Cândida de Morais. A orientação é apresentar documento pessoal acompanhado da caderneta de vacinação.

Situação de emergência

Após registrar 2.560 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), Goiás entrou em um período de situação de emergência em saúde pública. Ao Mais Goiás, a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO), Cristina Laval, explicou que a Srag é uma condição que pode ser causada por agentes etiológicos diferentes, sendo os principais monitorados o rinovírus, vírus sincicial respiratório, metapneumovírus, além de influenza e Covid.

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A superintendente explica que, em muitos casos, o problema começa como uma síndrome gripal que evolui e precisa de internação. “A síndrome gripal pode ter como sintomas a febre, tosse, coriza, dor de garganta, dor no corpo, aquele mal-estar. Se, ao passar 48h ou 72h, persistir e ainda surgirem outros, como falta de ar, ou arrocheamento dos lábios e extremidades, é preciso buscar uma unidade de saúde”, enfatiza. Dentro dessas condições, se o oxímetro indicar oxigenação abaixo de 92%, também é sinal de alerta.

Segundo ela, as crianças, sobretudo as menores de dois anos, estão no grupo de vulneráveis. A médica também cita os idosos acima de 60 anos e as gestantes como indivíduos com maior possibilidade de desenvolver gravidade. Outros são aqueles com comorbidades, especialmente doenças pulmonares, e populações específicas, como quilombolas, indígenas e quem vive em privação de liberdade.