O goiano Matheus Monteiro, de 27 anos, conhecido como Pinduca, se despediu da cozinha do MasterChef Brasil na terça-feira (30). Ele foi o sexto eliminado da 13ª edição do reality após não conseguir entregar um omurice satisfatório, prato clássico da culinária japonesa composto por arroz frito, omelete e ketchup.
Zootecnista e instrutor de caça legalizada, Matheus entrou no programa com a proposta de levar a culinária caipira e receitas com carnes exóticas, especialmente de javali. No entanto, acabou deixando a competição em uma prova que exigia domínio de uma gastronomia distante de sua realidade.
“Chega uma cesta para mim cheia de ingredientes que eu nunca ouvi falar na vida, quem dirá já tinha cozinhado com aquilo”, afirmou.
Matheus Monteiro, Érick Jacquin e Helena Rizzo (Foto: Renato Pizzutto/Band)
Da primeira vitória à eliminação: relembre a trajetória de Matheus no MasterChef
Em conversa com o Mais Goiás, o caçador relembrou os momentos mais marcantes da participação no reality, desde as primeiras vitórias até a eliminação.
Logo no início da competição, Matheus conquistou o primeiro avental ao lado da equipe em uma prova com o tema comida de estádio. O grupo preparou um fish and chips, prato típico britânico feito com peixe empanado, batatas fritas e molho, garantindo vaga no mezanino.
Depois vieram desafios que colocaram o participante à prova. Na disputa em que o arroz era o ingrediente obrigatório, ele avançou para a fase seguinte. Em outro episódio, conseguiu escapar da eliminação ao preparar um prato salgado com fruta como protagonista.
Matheus Monteiro, conhecido como Pinduca (Foto: Renato Pizzutto/Band)
Um dos momentos mais desafiadores, segundo ele, foi a prova das caixas misteriosas. Após abrir uma caixa com um ingrediente que não gostava, recebeu de outra participante um ingrediente que nunca havia utilizado: o gochujang, pasta coreana fermentada de soja com pimenta.
“Então, aproveitei que eu estava fora da minha zona de conforto e fiz um prato para me desafiar mesmo, que foi um prato vegetariano.” Matheus utilizou cogumelo, gochujang, cenoura, pera e molho.
Pinduca convenceu jurados a comerem com as mãos
Outro momento que considera marcante foi uma prova patrocinada por uma cooperativa de produtores rurais. Inspirado pela temática, ele apresentou um prato acompanhado de um discurso sobre a relação das pessoas com os alimentos e surpreendeu os jurados ao pedir que experimentassem a comida com as mãos.
“Falei para eles que a gente, enquanto sociedade moderna, perdeu a habilidade de usar as mãos para fazer as coisas. Tudo hoje tem uma ferramenta para facilitar nossa vida. Então desafiei os chefs a comerem com a mão.”
Henrique Fogaça experimentando prato feito por Matheus (Foto: Renato Pizzutto/Band)
“Foi um negócio que marcou muito. A galera dentro da cozinha ficou desacreditada que aquilo estava acontecendo. Quem gosta dessa culinária mais raiz, da desgourmetização, achou isso muito legal.”
Na semana seguinte, o goiano voltou a se destacar ao vencer, em equipe, a prova do cachorro-quente. Ele preparou uma salsicha artesanal com blend de carne bovina e suína, garantindo novamente a ida ao mezanino.
Apesar dos bons momentos, a trajetória chegou ao fim na prova de culinária japonesa. Matheus acredita que a falta de familiaridade com esse tipo de gastronomia foi o maior obstáculo enfrentado no programa. “Não é a minha pegada [a culinária oriental]. Eu não gosto nem de comer, quem dirá de fazer essas coisas. Então, acho que o grande desafio para mim é isso”, pontuou.
Ele também destacou que agradar Érick Jacquin, Helena Rizzo, e Henrique Fogaça era uma missão difícil. “É praticamente impossível fazer um prato para agradar o gosto dos três, porque eles têm gostos muito diferentes.”
Mesmo eliminado, Matheus deixou aberta a possibilidade de retornar à competição. “Mas se tiver repescagem nesse programa, vocês me aguardem.”