PRONUNCIAMENTO

Organizador de encontro cristão na UFG rebate críticas: ‘estávamos orando pela universidade’

Lucas Teodoro afirmou que grupo não possui motivação política e disse que estudantes cristãos sofrem perseguição nas universidades

Líder do Aviva Universitário rebate críticas após encontro na UFG e nega ataque à instituição (Foto: reprodução)

Após a repercussão no Mais Goiás do encontro que reuniu mais de 500 jovens em uma noite de oração na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, o fundador do movimento cristão Aviva Universitário, Lucas Teodoro da Cunha, publicou um vídeo de esclarecimento neste domingo (24). Na publicação, o jovem de 23 anos defende o grupo das críticas, nega qualquer viés político na mobilização e afirma que estudantes cristãos têm sido alvo de perseguição.

O pronunciamento ocorre dias após o Mais Goiás publicar uma matéria sobre o evento. Lucas rebate comentários feitos nas redes sociais nos quais internautas criticam a realização do movimento na universidade.

Relembre: ‘UFG não é lugar de perdição’: encontro cristão reúne 500 jovens em Goiânia

Segundo Lucas, a frase “UFG não é lugar de perdição”, dita em um dos vídeos gravados no encontro e destacada no título da matéria, fez com que o movimento fosse interpretado como um ataque à instituição, o que ele nega.

Ele explicou que a reunião ocorreu do lado de fora do campus por falta de autorização para utilização do espaço interno. “Nós estávamos realizando do lado de fora do campus da UFG, porque não tivemos a permissão para fazer dentro”, disse.

Segundo ele, o encontro tinha caráter religioso e de intercessão. “Estávamos orando pela universidade, declarando aquilo que cremos em nome de Jesus. A UFG não ficará conhecida como um local de perdição, mas como um campus de avivamento”, declarou.

Críticas ao ambiente universitário e alegação de perseguição

No vídeo, Lucas afirmou que estudantes cristãos enfrentam resistência ao tentar manifestar a fé dentro das universidades federais. Ele também citou notificações do Ministério Público Federal.

“Ou o MPF bate aqui em casa chamando a gente de organização criminosa, ou então acontece igual aconteceu agora, publicaram uma matéria bem tendenciosa com alguns vídeos de cortes isolados”, afirmou.

O líder também criticou situações que, segundo ele, presencia no ambiente universitário. “Nós cansamos de ver os alunos na universidade se afundando nas drogas e até tentando vender para a gente. Isso sim é crime de acordo com a Constituição do Brasil”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Em alguns casos, é considerado como diversidade dentro da universidade.”

Mensagem apolítica

Buscando afastar associações políticas, Lucas afirmou que o Aviva Universitário não possui ligação partidária ou ideológica. “Em momento nenhum nós estamos fazendo alguma movimentação política. Nós estamos simplesmente declarando aquilo que cremos em nome de Jesus”, disse. Em outro trecho, reforçou: “O cristianismo não é um movimento político.”

O fundador encerrou o vídeo direcionando uma mensagem aos estudantes, professores e à reitoria da UFG, afirmando que o objetivo do grupo é oferecer apoio espiritual e emocional. “Nós pregamos o Cristo vivo, que te liberta da depressão, da ansiedade, da crise e do pânico, que te preenche de verdade”, concluiu.

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