Mãe interrompe aula e surpreende trigêmeos com presentes no dia do aniversário, em Goiânia
Jheniffer conta ao Mais Goiás como descobriu que esperava trigêmeos e fala sobre a rotina dos filhos aos 15 anos
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Para comemorar os 15 anos dos trigêmeos Henrique, Nicolas e Sophia, Jheniffer Castro, de 35 anos, decidiu realizar um desejo antigo da filha. Em entrevista ao Mais Goiás, a mãe contou que foi até a escola dos filhos, no Setor dos Funcionários, em Campinas, em Goiânia, no dia 30 de setembro, levando balões e um buquê de flores para surpreendê-los.
A chegada inesperada mobilizou os colegas de turma, que se reuniram para cantar parabéns aos três dentro da sala de aula. Jheniffer registrou o momento e publicou as imagens nas redes sociais.
A ideia de levar flores para a escola atendia especialmente a um pedido de Sophia. A adolescente costumava assistir a vídeos de pessoas recebendo esse tipo de homenagem e dizia à mãe que também gostaria de viver a experiência. Como Jheniffer já tinha o costume de preparar surpresas para os filhos, decidiu aproveitar o aniversário de 15 anos para realizar o desejo da filha.
“Eu sempre procurei fazer surpresa para eles ou algo especial. Eu já tinha pensado várias vezes em fazer a surpresa assim. Mas era algo que a Sofia sempre quis”, contou ao Mais Goiás.
As comemorações especiais fazem parte da rotina da família desde que os três eram pequenos. Jheniffer costuma preparar cafés da manhã diferentes nos aniversários e procura criar algum momento especial para marcar cada ano. Desta vez, porém, escolheu levar a celebração para dentro da escola.
“Ela sempre via o vídeo, falava que queria, né, buquê de flores, essas coisas. Aí eu fui e achei uma ótima oportunidade, por ser também um aniversário especial de 15 anos”, explicou.
Gravidez começou com dois bebês
Jheniffer contou que, na primeira ultrassonografia, os médicos identificaram apenas dois bebês. A descoberta de que eram três aconteceu somente no quinto mês de gestação, durante o exame morfológico. Foi quando ela soube que esperava dois meninos e uma menina.
A gestação foi tranquila, mas exigiu acompanhamento constante. A previsão era de que os bebês nascessem no dia 19 de novembro, caso a gravidez chegasse aos nove meses. Como se tratava de uma gestação de trigêmeos, o médico já havia alertado que seria difícil chegar até o fim do período.
Jheniffer continuou trabalhando durante boa parte da gravidez e só precisou parar cerca de 15 dias antes do parto, quando recebeu recomendação médica para ficar em repouso em casa. Nesse período, também passou por acompanhamento e recebeu medicação para ajudar no desenvolvimento dos bebês.

O parto aconteceu antes do previsto. Em uma sexta-feira, Jheniffer começou a sentir contrações em casa e percebeu que a dilatação avançava rapidamente. Quando chegou ao Hospital Materno Infantil, atual Hemu, em Goiânia, já estava com 8,5 centímetros de dilatação.
“Eu passei mal em casa, comecei a sentir dor, as contrações. Eu dilatei muito rápido. Cheguei no hospital já tinha dilatado 8 cm e meio”, contou.
Ela havia feito o pré-natal de forma particular, mas foi encaminhada pelo médico para o hospital, onde teria uma estrutura maior para o nascimento dos três. A princípio, havia a possibilidade de parto normal, mas os três nasceram por cesariana.
Como eram prematuros, os bebês precisaram de cuidados e receberam oxigênio logo após o nascimento. Jheniffer permaneceu internada com eles por um mês e cinco dias, acompanhando o ganho de peso e a evolução de cada um até que estivessem em condições de receber alta.
Sophia também passou a fazer acompanhamento no CRER por uma questão motora relacionada a uma pequena lesão em um vaso sanguíneo na cabeça. Segundo a mãe, o atendimento é voltado ao acompanhamento do desenvolvimento da adolescente.
Aos 15 anos, os trigêmeos têm personalidades diferentes
Apesar de terem crescido juntos, os três desenvolveram comportamentos diferentes. Jheniffer descreve os filhos como adolescentes tranquilos, educados, inteligentes, obedientes e carinhosos.
Sophia é mais tímida e tem um temperamento um pouco mais forte. Nicolas é mais risonho, enquanto Henrique também apresenta uma personalidade mais marcante.

Para a mãe, uma das características que mais chama atenção atualmente é o cuidado que os filhos demonstram com ela.
“Eles sempre foram muito amorosos, cuidadosos, mas agora eles são mais ainda”, afirmou.
A rotina dos quatro também continua bastante próxima. Os adolescentes acompanham Jheniffer no trabalho, vão para a escola e retornam para casa juntos. Ela mantém o hábito de conversar diariamente com eles sobre a escola, as atividades e o que fizeram durante o dia.
A criação dos três conta ainda com o apoio da família, incluindo a mãe e os irmãos de Jheniffer, além do pai e do pai dos adolescentes.
Segundo Jheniffer, os filhos também vivem a adolescência de acordo com a idade e costumam agradecer até por coisas simples. A família frequenta a igreja, onde eles participam de atividades voltadas para a faixa etária.
Depois de 15 anos ao lado dos três, ela resume a relação entre mãe e filhos como próxima e baseada no diálogo.
“A nossa relação é muito boa, graças a Deus. Eles são uns meninos maravilhosos”, afirmou.
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