RETORNO FISCAL

MotoGP: Impacto econômico em Goiânia supera previsão da FGV; veja

Soma da movimentação registrada nos três dias do evento é quatro vezes maior que o valor investido na reforma do autódromo

Imagem mostra grid durante largada dos pilotos em Goiânia
Além do impacto financeiro, o evento foi responsável pela geração de quase 11 mil postos de trabalho (Foto: Divulgação/MotoGP)

A passagem da MotoGP por Goiás superou a previsão inicial que apontava para um impacto milionário na economia da capital. Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado nesta sexta-feira (27), o evento movimentou R$ 1,14 bilhão. O resultado supera em mais de R$ 230 milhões a estimativa inicial, que previa impacto de R$ 867 milhões ao longo dos três dias de programação.

Do total registrado, R$ 706,5 milhões correspondem à movimentação direta, relacionada a gastos do público, organização, patrocinadores, transmissão e mídia, e R$ 434,5 milhões a impactos indiretos na cadeia econômica. O estudo também aponta arrecadação de R$ 173 milhões em tributos municipais, estaduais e federais.

SAIBA MAIS:

A soma de tudo o que foi movimentado nos três dias de evento é quatro vezes superior aos R$ 250 milhões investidos na reforma e padronização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, que sediou a etapa brasileira da competição.

Emprego e renda

Além do impacto financeiro, o evento foi responsável pela geração de 10.838 postos de trabalho, sendo 8.206 diretos (75,7%) e 2.632 indiretos (24,3%). O número considera o total de profissionais credenciados para atuar durante a realização da prova. O público somou 148.384 pessoas nos três dias.

Já o fluxo de visitantes de outros estados e do exterior contribuiu para a ocupação de 100% da rede hoteleira da capital e região. De acordo com a FGV, cada turista gastou, em média, R$ 6.856,28 durante a permanência em Goiânia e cidades próximas. O valor inclui R$ 2.703,40 em despesas diretamente ligadas ao evento e R$ 4.152,88 referentes à estadia, considerando média de quatro noites.

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Esta foi a primeira prova realizada em Goiás desde que a competição deixou a capital, há 36 anos. O contrato firmado entre a organização da MotoGP e o Governo de Goiás prevê duração de cinco anos, garantindo a realização das etapas na capital goiana até 2030.