Testemunhas: saiba quem esteve na confraternização em que o jornalista Delson Carlos foi morto
Polícia ainda investiga a motivação do crime
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Quatro pessoas participaram da confraternização realizada no apartamento onde o jornalista Delson Carlos Barros, de 52 anos, foi morto a facadas, na noite de sexta-feira (24), no Residencial Dom Lourenço, no Setor Bueno, em Goiânia. Além da vítima, estavam no imóvel a suspeita do crime, Renata Oliveira, a companheira dela e o companheiro de Delson, que deixou o local antes do homicídio. Segundo as investigações, o jornalista e Renata eram amigos de longa data, e ele morava no apartamento como inquilino da mulher, presa em flagrante pelo crime.
Quem estava no apartamento
De acordo com a Polícia Civil, estavam no imóvel:
- Renata Oliveira, presa em flagrante e que permanece sob custódia na carceragem do Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo);
- A companheira de Renata, que também ficou ferida ao tentar impedir as agressões;
- Delson Carlos Barros, jornalista morto após ser atingido por golpes de faca;
- O companheiro de Delson, que deixou o apartamento pouco depois das 18h, antes do crime. À polícia, ele informou que, até o momento em que saiu, o ambiente estava tranquilo.
Segundo as investigações, após os golpes desferidos por Renata, a companheira dela e Delson conseguiram deixar o apartamento, localizado no 7º andar, e desceram pedindo socorro. No entanto, o jornalista não resistiu aos ferimentos e morreu no hall do 5º andar do edifício.
Delegado diz que testemunhas ainda serão ouvidas
Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado Eduardo Carrara afirmou que Renata foi autuada por homicídio consumado e teve a prisão preventiva decretada.
Segundo ele, a expectativa é que a suspeita permaneça presa. “A gente espera que ela permaneça presa, até para esclarecer as circunstâncias.”
O delegado explicou que nenhuma testemunha havia sido formalmente ouvida até aquele momento. “Temos que ouvir, principalmente a companheira da Renata, que também foi ferida. Ainda está tudo muito truncado.” O caso foi encaminhado à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH).
Suspeita permaneceu em silêncio
Ainda segundo o delegado, Renata optou por permanecer em silêncio durante o primeiro contato com a polícia. “Não disse nada, quis falar com o advogado primeiro, não quis dar informação nenhuma sobre o fato.”
Ele também afirmou que a suspeita apresentava sinais de embriaguez quando as equipes chegaram ao apartamento.
“Quando atenderam a ocorrência ela ainda estava com sintomas de embriaguez. No apartamento tinha bebidas alcoólicas. A motivação ainda realmente não se sabe.”
Bope precisou invadir apartamento
Após o crime, Renata permaneceu trancada no apartamento por cerca de quatro horas. Durante a negociação, segundo a polícia, ela ameaçou se jogar da janela ou tirar a própria vida de outra forma.
Diante da recusa em abrir a porta, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram uma entrada tática no imóvel. Foram utilizadas cargas explosivas para arrombar a porta, dispositivos distrativos e uma arma de incapacitação elétrica (Taser) para conter a suspeita, que estava visivelmente embriagada.
Depois de ser imobilizada, Renata recebeu atendimento médico e foi encaminhada, sob custódia policial, ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).
Notebook será periciado
Durante a ocorrência, a Polícia Militar apreendeu um notebook que, segundo as investigações, teria sido arremessado por Renata da janela do apartamento.
O equipamento será encaminhado para perícia e poderá auxiliar a Polícia Civil na investigação.
Corpo segue no IML
O corpo de Delson Carlos ainda não tem previsão de liberação pelo Instituto Médico Legal (IML).
Segundo o delegado Eduardo Carrara, há divergências na documentação do jornalista, que possui registros emitidos nos estados do Maranhão e de Goiás, situação que precisa ser regularizada antes da liberação para a família.