Rampas íngremes, fios expostos e saídas obstruídas: perícia aponta falhas em camelódromo de Goiânia
Levantamento também apontou que o pavimento superior, onde funciona uma unidade do Atende Fácil da Prefeitura de Goiânia, só pode ser acessado por escadas
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Uma perícia técnica realizada no camelódromo da Praça da Bíblia, em Goiânia, identificou irregularidades de acessibilidade e segurança nas áreas comuns da estrutura comercial. A calçada da Avenida Anhanguera chega a ter inclinação de 20%, há rampas com até 33%, veículos ocupam o passeio e fiscais encontram condutores elétricos expostos, saídas de emergência obstruídas e outras falhas que comprometem a circulação e a segurança dos frequentadores. A auditoria foi realizada pela coordenação de apoio técnico pericial do Ministério Público (MPGO).
O levantamento também apontou que o pavimento superior, onde funciona uma unidade do Atende Fácil da Prefeitura de Goiânia, só pode ser acessado por escadas. Nenhum dos banheiros atende às normas de acessibilidade e a sinalização do espaço não possui recursos táteis ou sonoros. Segundo a perícia, essas condições dificultam o acesso e a circulação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
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Ação civil
Diante dos apontamentos, o Ministério Público de Goiás (MPGO) ajuizou uma ação civil pública contra a empresa responsável pelo centro comercial. O órgão pede adequações de acessibilidade, o fim do uso da calçada como estacionamento e a correção das situações que oferecem risco aos frequentadores. Também foi solicitada indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo.
A tentativa de acordo começou em 2023, mas, segundo o MPGO, a empresa não respondeu às notificações nem comprovou a adoção das medidas solicitadas. Na ação, o MP pede ainda a liberação das saídas de emergência, a correção das instalações elétricas, uma faixa livre de 1,20 metro para pedestres e a instalação de proteção no final de uma das rampas.
O pedido de liminar ainda será analisado pela Justiça. A empresa responsável pelo camelódromo poderá apresentar defesa no processo e recorrer das decisões que forem tomadas ao longo da processo.
O Mais Goiás tentou contato com a empresa gestora do Camelódromo da Praça da Bíblia, mas o número informado nas redes sociais não deu retorno. O espaço está aberto para manifestação. O portal também tentou contato com a Prefeitura de Goiânia e aguarda retorno.
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