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Goiás registrou 124 acidentes aeronáuticos com 35 mortos nos últimos 10 anos

Apenas em 2026 o estado registrou 6 acidentes e duas mortes

AVIÃO QUEDA (1)
Avião de pequeno porte explode após cair em área rural de Nerópolis (fOTO: Reprodução/Redes Sociais)

A queda do avião pilotado por um idoso, de 73 anos, no último domingo (28), em Nerópolis, foi o sexto acidente com aeronaves registrado em Goiás apenas em 2026. Entre janeiro e junho deste ano, ao menos duas pessoas morreram em solo goiano em razão de acidentes aeronáuticos, de acordo com dados do Cenipa. 

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O número de acidentes ocorridos em 2026 se aproxima da marca contabilizada em todo o ano passado, de oito acidentes. Nenhuma morte foi registrada em 2025. Nos últimos 10 anos (entre 2016 e 2026), o estado goiano foi palco de 124 acidentes e 35 óbitos, conforme o órgão da Força Aérea Brasileira Aeronáutica (FAB).

O ano com o maior número de ocorrências foi 2018, que teve 12 acionamentos e duas mortes. Em 2016, o estado viveu a maior letalidade envolvendo o transporte aéreo, com 10 mortos em sete acidentes em 12 meses.  

“As principais causas de acidentes aéreos no Brasil são as falhas humanas e operacionais, seguidas por problemas mecânicos. O pouso e decolagem concentram uma quantidade significativa desses acidentes. Há a questão das falhas no motor, mas geralmente, o fator humano é primordial”, explica o advogado especialista em direito aeronáutico, Georges Ferreira. 

Georges explica que é necessário realizar a manutenção das aeronaves de forma rigorosa, sejam elas privadas, públicas ou de companhias aéreas, a fim de evitar acidentes. Segundo o advogado, mesmo com o número de acidentes em alta, o transporte aéreo ainda é considerado o mais seguro do mundo. 

“A cultura de prevenção é muito importante. O comandante sempre tem que estar com as carteiras em dia e pilotar as aeronaves para que seja habilitado. O treinamento do comandante é essencial. Toda vez que acontece um acidente aeronáutico, muitas lições são aprendidas ou aprendidas”, afirma.

6ª maior frota do Brasil 

Conforme o Cenipa, Goiás conta com a 6ª maior frota de aeronaves do Brasil, com 1.190 veículos do tipo. O estado fica atrás apenas de São Paulo (5.820), Minas Gerais (2.310), Paraná (1.680), Rio de Janeiro (1.540) e Rio Grande do Sul (1.380). Goiás também ocupa a 6ª colocação no ranking de estados com o maior número de aeródromos, totalizando 240. Destes, 26 são privados.  

Em contrapartida, o estado é o segundo maior polo de manutenção de aeronaves do país. Ao todo, são 65 empresas cadastradas e aptas a prestar serviços voltados a esse tipo de público no território goiano. Apenas São Paulo (167) possui mais empresas do ramo. O ranking é completado por Minas Gerais (47), Rio de Janeiro (37) e Mato Grosso (31). 

“Goiás é um muito rico, tem um agro que é muito forte. O estado é grande, maior que a Finlândia inteira e, por isso, o tempo é um negócio. As aeronaves reduzem o tempo de viagem. Goiás hoje tem a 9ª economia do país, a 8ª entre os estados e a maior do Centro-Oeste”, concluiu.

Acidente em Nerópolis 

A queda da aeronave, em Nerópolis, ocorreu no último domingo (28). O Corpo de Bombeiros acredita que o idoso teve um problema no momento da decolagem, o que fez com que o avião caísse em uma fazenda. O piloto teve um corte no joelho esquerdo, uma contusão na cabeça e algumas escoriações nas mãos. 

O acidente aconteceu por volta das 13h. De acordo com os bombeiros, a aeronave era ocupada apenas pelo piloto. A equipe aeromédica da corporação prestou os primeiros socorros e transportou o idoso para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto é o dono da fazenda em que o avião caiu. A queda provocou um princípio de incêndio na aeronave, que se espalhou pelo pasto seco. A corporação precisou controlar as chamas para que não se espalhassem pela propriedade rural.