Homem é preso em Goiás suspeito de usar IA para se passar por policial militar
Investigação começou após denúncia feita durante acompanhamento de medida protetiva; suspeito tentou fugir durante abordagem policial
Um homem de 30 anos foi preso suspeito de utilizar imagens geradas por inteligência artificial (IA) para se passar por policial militar. A investigação teve início após denúncia feita por uma ex-namorada, que descobriu que ele não integrava a corporação e decidiu encerrar o relacionamento. O suspeito confessou a ação, mas disse ter agido para ajudar a ex-companheira a recuperar um veículo.
O caso foi divulgado pela Polícia Militar (PMGO) nesta quarta-feira (17). Segundo a PM, o homem publicava nas redes sociais fotos em que aparecia fardado, dando a entender que fazia parte da instituição. No entanto, conforme a corporação, ele nunca pertenceu aos quadros da PMGO.
O caso começou a ser apurado durante o acompanhamento da mulher por equipes do Batalhão Maria da Penha (BMP), responsável pelo cumprimento de medidas protetivas de urgência. De acordo com a vítima, o relacionamento durou cerca de um mês e terminou após ela descobrir a falsa identidade do companheiro.

Após o rompimento, a mulher procurou as autoridades alegando ter sido ameaçada pelo suspeito, afirmou que ele possui uma arma e informou ter encontrado uma faca escondida sob o carpete do próprio veículo. Segundo o relato, o homem teria afirmado que o objeto era utilizado para sua segurança. Diante das denúncias, a Justiça concedeu medidas protetivas, proibindo qualquer aproximação ou contato com a ex-companheira e seus filhos.
O homem foi encaminhado à Central Geral de Flagrantes, onde foi autuado pelo crime de desobediência e teve registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Conforme a Polícia Militar, os demais fatos constatados durante a ocorrência, incluindo a suposta utilização de identidade funcional falsa, o uso indevido de fardamento e a apresentação como policial militar, serão investigados pela Polícia Civil.
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Versão do suspeito
Em entrevista à TV Anhanguera, o suspeito admitiu ter utilizado inteligência artificial para criar as imagens em que aparecia vestido com uniforme da PMGO. Entretanto, alegou que a intenção era ajudar a então namorada em uma questão relacionada à liberação de um veículo no Pará e negou ter buscado qualquer vantagem pessoal.
Ele também contestou as acusações feitas pela ex-companheira, afirmou não possuir armas de fogo e alegou que policiais entraram em sua residência sem mandado judicial.
Os materiais apreendidos durante a operação passarão por análise para identificar há quanto tempo o investigado utilizava a suposta identidade falsa e em quais circunstâncias ela teria sido empregada. Por determinação judicial, ele deverá utilizar tornozeleira eletrônica.
O caso será investigado pela Polícia Civil de Goiás.
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