Idoso perde R$ 22 mil ao pagar por suposto ritual de cura
Homem de 82 anos recorreu ao suspeito, pois não teve sucesso com tratamentos convencionais para dores que sentia nas pernas
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A Polícia Civil do Mato Grosso (PJCMT) investiga um suposto curandeiro que teria aplicado um golpe de R$ 22 mil em um idoso de 82 anos, que acreditou que seria curado de dores nas pernas por um ritual de cura. O caso aconteceu em Nova Xavantina, a 651 km de Cuiabá.
Segundo a PJCMT, o homem de 45 anos, que se apresenta como “consultor espiritual”, esteve na delegacia para prestar esclarecimentos na última terça-feira (24), mas, por não haver flagrante, foi liberado. A corporação apura se existem mais vítimas.
Sobre o caso, o idoso revelou que recebeu a indicação de uma amiga dos serviços do suposto curandeiro. Ela, por sua vez, teria ouvido um anúncio na rádio. O homem de 82 anos resolveu tentar os serviços do “consultor espiritual”, em 16 de junho, pois não teve sucesso com tratamentos médicos convencionais. O suspeito cobrou, inicialmente, R$ 13 mil pelo trabalho. No ritual, era necessário cavar um buraco no chão da casa da vítima, jogar sal grosso e depois enterrar a terra em outro lugar. Em seguida, ele pediu mais R$ 9 mil por um “tratamento complementar”. Dessa vez, na casa do próprio suspeito. Não houve resultado.
Mesmo insatisfeito, o idoso não confrontou o homem. Os valores eram sacados no banco e entregues em espécie. Contudo, quando o “consultor espiritual” retornou e pediu mais R$ 5 mil por uma “poção milagrosa”, ele decidiu ir à polícia.
Aos policiais, o suspeito diz que vive há dois anos na cidade e faz atendimentos relacionados à cura espiritual. Ele ainda afirmou que lê cartas de tarô e faz outros rituais. Sobre o idoso, ele confirmou o trabalho, mas alegou ser apenas uma limpeza espiritual e outros rituais voltados a “questões energéticas”, sem promessa de cura física. Relatou, ainda, que orientou a vítima a procurar um médico.
O suposto curandeiro também negou a quantia. Disse que foram R$ 3 mil por um ritual, R$ 4 mil por outro e uma quantia que não se lembrava por um terceiro. Ele teria usado parte do dinheiro para pagar um fornecedor. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
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