Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026
CASO DANILO

Justiça deixa Hian fora da reconstituição da morte de Danilo

Decisão foi dada pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira, da 4ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida

Por - Goiânia, GO
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A defesa de Hian, suspeito de matar Danilo de Souza, vai pedir o retorno do inquérito à Polícia Civil para que ele seja ouvido na presença do advogado. (Foto: Polícia Civil)

O juiz Antônio Fernandes de Oliveira, da 4ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida, deferiu uma liminar, nesta tarde de quinta (6), para que Hian Alves de Oliveira não participe da reconstituição do crime contra Danilo de Sousa Silva, de 7 anos. Hian, contudo, está no Parque Santa Rita, onde a reconstituição teve início, mas foi paralisada por causa da liminar. Ele é um dos suspeitos da morte do garoto.

Em um trecho da decisão, o juiz destaca que, “assim, sob o prisma do Princípio Constitucional da Presunção de Inocência, é assegurado ao investigado o direito de não produzir provas contra si mesmo, sendo a ele conferida a faculdade de não participar de alguns atos investigativos, como da reprodução simulada dos fatos e procedimentos de identificação datiloscópica e de reconhecimento, além do direito de não fornecer material para comparação em exame pericial”.

A reconstituição conta com a participação de pelo menos 55 policiais — 30 da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), dez da Coordenadoria de Operações Especiais (CORE/GT3, grupo tático da Polícia Civil), além de outros dez agentes da Força Nacional e mais cinco peritos do Instituto de Criminalística. Na ação, os investigados pela morte do menino e as testemunhas devem participar da reprodução simulada. A polícia considera a técnica essencial para esclarecer a dinâmica do crime, bem como uma possível participação de outros envolvidos.

A Avenida Seringueira, no Parque Santa Rita, foi isolada. Os policiais civis trabalharão, ainda, na contenção de eventuais conflitos e aglomerações de populares. A imprensa não foi autorizada a fazer imagens ou gravações da reconstituição e teve que sair das proximidades.

O Mais Goiás entrou em contato com a Polícia Civil (PC), que disse ainda não ter sido notificada da decisão e que segue com o planejamento inicial.

Morte

Danilo foi encontrado morto de bruços em um lamaçal no dia 27 de julho, após ficar quase uma semana desaparecido. A perícia constatou que ele morreu por sufocamento.

No dia 31 de julho, a Polícia Civil prendeu o padastro de Danilo e Hian Alves, de 18 anos. Este confessou ter ajudado o padrasto a matar o menino em troca de uma moto. O padastro, no entanto, nega a autoria e diz que há armação. Uma testemunha teria visto toda a dinâmica do crime.

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