Justiça mantém prisão de biomédica acusada de atropelar adolescentes em Goiânia
Decisão considerou a gravidade do caso e a necessidade de garantia da ordem pública; defesa nega intenção de atropelar vítimas
A Justiça manteve a prisão de uma biomédica acusada de atropelar uma criança e dois adolescentes, de 10, 12 e 14 anos, após invadir com um carro a residência do ex-companheiro em Goiânia, na segunda-feira (29). Segundo a investigação, ela teria avançado com o veículo contra o portão do imóvel, destruindo a estrutura, momento em que as vítimas foram atingidas. A decisão judicial levou em conta a gravidade do caso e a necessidade de garantia da ordem pública para a manutenção da prisão preventiva.
A suspeita foi presa em flagrante no Setor Parque Industrial, após o episódio. Segundo a Polícia Militar, a mulher teria invadido a residência de forma intencional, por não aceitar o fim do relacionamento. O ex-companheiro não estava no local, pois havia saído para assistir ao jogo do Brasil na casa de familiares.
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Entre as vítimas estavam duas crianças da família e uma amiga que passava o dia na residência. Elas foram socorridas e encaminhadas ao Cais Vila Nova e, posteriormente, transferidas ao Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), onde passaram por avaliação com ortopedistas e neurologistas.
Segundo familiares, todas sofreram escoriações, foram submetidas a exames e já receberam alta médica.

Durante a audiência de custódia, a biomédica afirmou estar arrependida e pediu para responder ao processo em liberdade, mas o pedido foi negado pelo magistrado. Ao G1 Goiás, a defesa negou a versão apresentada pela investigação e afirma que não houve intenção de atropelar as vítimas, alegando que qualquer contato com as pessoas teria ocorrido durante uma tentativa de deixar o local.