Sexta-feira, 31 de Julho de 2026
ADVOCACIA ARMADA

Polícia Civil vai treinar advogados para uso de arma de fogo em Goiás

Assunto foi um dos pontos tratados numa reunião realizada na manhã de hoje, terça-feira (3), entre representantes da Ordem e o delegado-geral da Polícia Civil

Por - Goiânia, GO
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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e a Polícia Civil de Goiás preparam um convênio entre os órgãos para oferecer treinamento para os advogados que já tenham porte de arma de fogo. O assunto foi um dos pontos tratados numa reunião realizada na manhã de hoje, terça-feira (3), entre representantes da Ordem e o delegado-geral da Polícia Civil, Odair José.

Ao Mais Goiás, o presidente da Casos de Violência Praticados Contra Advogados em Goiás (Cetiva) da OAB-GO, Edemundo Dias, informou que o convênio será firmado com a Polícia Civil através da academia da corporação, e oferecerá treinamento e capacitação para os advogados que queiram e que já tenham porte regular de arma.

“A gente também parte do pressuposto de que não basta você ter a arma como instrumento de defesa. Você tem que saber manusear ela, tem que ter preparo”, disse o advogado.

Já quanto ao livre porte de arma para o profissional advogado, outro ponto tratado com a Polícia Civil, Edemundo, que é delegado aposentado e tem diretor a portar arma de fogo, diz que é uma matéria que precisa ser discutida no Congresso Nacional. No entanto, o advogado conta que, no estado de Goiás, a OAB já aprovou “como tese de que a Ordem é favorável que os advogados tenham esse livre porte de arma“. “Mas isso tem que ser aprovado em lei específica”, ressalta.

Lista de vítimas

Ainda conforme Edemundo Dias, OAB-GO apresentou, na reunião com o delegado-geral da Polícia Civil, uma lista com 24 casos de advogados vítimas de atentados violentos nos últimos anos. Segundo ele, dos 24, 8 são do ano de 2019 até agora.

“A Polícia Civil vai avaliar para poder apresentar para nós a resolução de cada um, de todos eles. Alguns nós já sabemos que foram concluídos, outros estão inconclusos”, relata Edemundo.

Por fim, o advogado contou ao Mais Goiás que a Ordem pediu mais rigor na investigação quanto ao duplo homicídio dos advogados Marcus Aprigio Chaves e Frank Alessandro Carvalhaes, ocorrido no último dia 28 de outubro, em Goiânia. Edemundo revelo que a OAB-GO não está convencida da tese apresentada por um dos suspeitos, que está preso, de que se trata de um crime de latrocínio (roubo seguido de morte).

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