‘Tivemos um livramento’: compositor goiano conta como foi explosão de lancha no Lago Paranoá; vídeo
Thawan Alves estava entre as 13 ou 14 pessoas a bordo e contou que a explosão aconteceu no início do passeio
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O engenheiro civil e compositor Thawan Alves, que mora em Goiânia, estava na lancha que explodiu no Lago Paranoá, em Brasília, no último domingo (20), e afirmou que ele e os amigos “tiveram um livramento”. Conhecido artisticamente como Tawanzera, Thawan usou as redes sociais nesta terça-feira (22) para tranquilizar familiares, amigos e seguidores após a repercussão do acidente. Segundo o artista, entre 13 e 14 pessoas estavam na embarcação e apenas três não sofreram queimaduras, incluindo ele. “Eu não sofri nenhum tipo de arranhão. Foi um milagre mesmo”, afirmou.
Thawan é conhecido por composições gravadas por artistas sertanejos. Entre os trabalhos estão “Jenifer”, sucesso na voz de Gabriel Diniz, além de músicas interpretadas por Zé Felipe, Gusttavo Lima e Wesley Safadão.
Em uma sequência de vídeos publicada nas redes sociais, ele afirmou que a explosão aconteceu ainda no início do passeio, quando a lancha estava em uma área rasa do lago. Segundo o compositor, os passageiros ainda não haviam começado a beber e a embarcação era conduzida por um marinheiro contratado.
Thawan relatou que a explosão aconteceu de forma repentina e fez com que os passageiros deixassem a embarcação imediatamente. “Foi um barulho, uma explosão e todo mundo já saiu pulando da lancha e tentando ficar seguro ali, na beira”, contou.
Segundo ele, como a embarcação estava em uma região rasa, os passageiros tentaram chegar à margem. Thawan explicou ainda que as queimaduras foram provocadas diretamente pelo fogo da explosão. “As queimaduras que o pessoal sofreu foram por conta da explosão, do fogo da explosão, e não por ter ficado lá dentro mais tempo”, disse.
A médica dermatologista Maíze Oliveira está entre os feridos na explosão. Ela realiza atendimentos em Goiânia, Rio Verde e São Paulo, segundo informações disponíveis em seu perfil, e sofreu queimaduras em aproximadamente 50% do corpo.
Apesar do acidente, o compositor afirmou que todos os passageiros sobreviveram. Alguns sofreram queimaduras mais graves e precisaram de atendimento médico. “Apesar do grande susto e do ferimento grave de alguns dos nossos amigos, todos saímos com vida. Deus cuidou da gente”, declarou.
Passageiros ficaram incomunicáveis
Thawan também contou que os passageiros perderam os celulares durante o acidente e, por isso, ficaram incomunicáveis. Segundo ele, a falta de telefone dificultou o contato com familiares e amigos, que demoraram a receber notícias sobre o grupo.
“Todo mundo que estava comigo, a galera que o pessoal tem em comum aí, que está perguntando se está todo mundo bem, que não está tendo notícia, é porque a gente estava incomunicável, sem telefone. Eu fui um dos primeiros que consegui pegar o telefone agora, então por isso que eu já estou vindo aqui dar um alô para todo mundo”, afirmou.
A médica dermatologista Maíze Oliveira está entre os feridos. Ela, que realiza atendimentos em Goiânia, Rio Verde e São Paulo, segundo informações disponíveis em seu perfil, sofreu queimaduras em aproximadamente 50% do corpo.
Investigação
O Corpo de Bombeiros atuou no combate às chamas após o acidente. Imagens registradas no local mostram a embarcação tomada pelo fogo e uma mulher pulando na água para escapar das chamas.
A Marinha do Brasil abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do incêndio e da explosão. O laudo com as possíveis causas do acidente deve ser concluído em até 90 dias, conforme divulgado pela TV Anhanguera.
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