Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
Guerreiras

Uma das gêmeas siamesas separadas no HMI recebe alta e retorna para a Bahia

A outra gêmea continua internada aguardando a cirurgia de cardioplastia cianogênica. Ela já foi inserida na Central de Regulação Nacional de Alta Complexidade

Por - Goiânia, GO
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Após 24 dias internada, uma das gêmeas siamesas teve alta do Hospital Materno Infantil (HMI), na noite desta sexta-feira (14), e retornará para Bahia. Levada pela avó materna, Catarina foi transferida para uma maternidade em Salvador para que seja acompanhada por uma equipe multiprofissional até a alta definitiva. A mãe das meninas, Viviane de Menezes, de 30 anos, segue acompanhando a outra filha na unidade. A informação foi confirmada pela assessoria do hospital.

A outra gêmea Débora, que possui uma cardioplastia cianogênica, ainda segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital, respira com ajuda de aparelhos e “ainda aguarda regulação para alguma unidade de saúde que ofereça todo o suporte cardiológico que ela precisa.”

As gêmeas, que estavam unidas pelo tórax e abdômen, nasceram no último dia 23 de agosto em uma cirurgia que durou mais de quatro horas e meia e foi realizada pelo médico Zacharias Calil e mais 12 profissionais. Após a cirurgia, as meninas se alimentaram por meio de sonda, ficarem em estado grave, até que mãe pode ter o primeiro contato físico com Catarina, ocorrido no último dia 4.

Débora não teve o mesmo contato pois nasceu com uma transposição dos grandes vasos do coração, aonde o sangue venoso se mistura com o sangue oxigenado. Isso acontece pois as artérias estão em posições expostas e causa sérios danos no funcionamento do corpo. Devido a isso, a sua recuperação acontece de forma mais lenta, devido o tecido não receber o oxigênio adequado.

Segundo a assessoria do HMI, Débora foi inserida na Central de Regulação Nacional de Alta Complexidade, do Ministério da Saúde (MS), na última quinta-feira (13) pela Secretaria de Estado de Saúde da Bahia. Todos os documentos necessários foram mandados para a pasta baiana devido ao fato das paciente pertencerem àquele estado. Apesar disso, a cirurgia ainda segue sem data definida.

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