Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026
Desabafo

‘Vou lutar por justiça’, diz viúva de fazendeiro encontrado morto em Caturaí

Cleuber Parreira da Silva foi encontrado carbonizado dentro da própria caminhonete

Pedro Moura
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
Fazendeiro Cleuber Parreira da Silva - (Foto: reprodução/TV Anhanguera)

A família do fazendeiro Cleuber Parreira da Silva, de 66 anos, pede justiça pela morte do produtor rural, que teve o corpo carbonizado encontrado no último dia 4/8, na região de Caturaí, Inhumas. A vítima estava dentro de uma caminhonete, que também foi incendiada em uma região de mata nas proximidades da GO-222.  O suspeito do crime André de Oliveira Souza, de 34 anos, que segue em investigação por parte da Polícia Civil (PC), foi preso no mesmo dia pela Polícia Militar (PM). No entanto, acabou sendo solto com o uso de tornozeleira eletrônica. Apesar disso, ele acou preso novamente nesta segunda-feira (10/8), após o surgimento de novas evidências.

Viúva de Cleuber, Gleide Rosa de Oliveira, se pronunciou à TV Anhanguera e afirmou que não pretende deixar o homicídio impune. Ainda de acordo com os familiares, o fazendeiro não tinha desavenças. “Vou lutar por justiça, nem que seja a última coisa que eu possa fazer. É muito, muito triste. É muita covardia a pessoa vir tirar um bem da pessoa que está trabalhando e ainda fazer uma covardia dessa com a pessoa”, desabafou Gleide Rosa de Oliveira Silva, viúva de Cleuber, à emissora.

Fazendeiro desaparecido

Cleuber foi morto depois de deixar à capital para ir ao sítio da família. Segundo familiares, a vítima deixou de fazer contato já pela manhã. Depois de ser dado como desaparecido, o corpo do fazendeiro foi encontrado no dia seguinte pelo Batalhão Rural da PM. 

André, que trabalha como caseiro em uma propriedade rural vizinha, acabou preso depois que o carro dele foi avistado nas proximidades do local do crime. Durante audiência de custódia, porém, a Justiça decidiu que ele deveria responder em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica, porque já havia passado o prazo legal de flagrante do crime. 

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Em nota enviada à emissora, a defesa de André negou que ele seja suspeito do crime e que a descrição do possível autor não bate com as características do caseiro, que teria apenas emprestado o veículo para terceiros (veja a nota na íntegra abaixo). 

Nota da defesa de André

“Inicialmente cumpre esclarecer que não se trata de André o suspeito da morte da vítima. Os testemunhos trazidos nos autos fazem descrição a uma pessoa completamente diferente de André, tendo apenas emprestado e cedido seu veículo a terceiro, prática comum entre vizinhos de chácaras.

“Vejamos: ‘O comunicante Eneas Julio Amaral e Silva narrou que na data de 04/08/2026, por volta das 16h00, ao deixar sua chácara localizada na zona rural, na região do Km 5, Fazenda Aterro, deparou-se com um veículo VW Gol, geração IV, de cor vermelha, placa HSF-4J60, estacionado nas proximidades da entrada de um bananal, no interior do veículo havia um homem de pele morena, rosto fino, usando boné preto, camisa preta, calça jeans e dois brincos, um em cada orelha, o qual aparentava estar bastante nervoso’”.

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