Terreiro abre seus portões em festejo gratuito em Águas Lindas de Goiás
Ideia do evento é reunir gastronomia e tradições ancestrais herdadas dos povos africanos
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Um terreiro de candomblé em Águas Lindas de Goiás abre suas portas para um festejo gratuito no próximo sábado (1º), às 21h. O evento Caminhos para a Ancestralidade acontece na Casa Ilê Asè Omi Gbato Jegede, no setor Jardim Guaíra.
A ideia do evento é reunir gastronomia e tradições ancestrais herdadas dos povos africanos. Trata-se de um projeto contemplado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás e pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo de Goiás (Secult).
Conforme os idealizadores, os artistas Henrique Cortes e Daniela Braga, a celebração principal será noturna, mas haverá uma oficina de arte prévia, no dia da festa, das 10h às 11h. A atividade será aberta ao público em geral.
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Sobre esta oficina, será uma atividade para incentivar criações de arte visual em torno de símbolos e processos que fazem parte da iniciação de um Yawô (iaô), termo de origem iorubá que dá nome à festa e significa o recomeço e a resistência do candomblé.
Yawô significa o renascimento e a resistência do candomblé e como isso é essencial. “O Yawo é uma demonstração de que a religião não acabou e que a fé e resistência têm de caminhar em primeiro lugar para que possamos continuar fortalecidos pelo legado do candomblé”, afirma Henrique.
Ainda segundo ele, a festa “é uma oportunidade valiosa para combater o preconceito de que o terreiro é sinônimo de ‘macumba com galinha e vela preta’, algo propagado pelo cristianismo que gera a invisibilidade e o apagamento da expressão de cultos fora das classes dominantes”.
Ele completa: “Ao abrir suas celebrações, os terreiros, ou seja, as casas de axé, querem promover um diálogo com a comunidade externa para evitar o apagamento cultural do legado do candomblé e reforçar, de uma forma pedagógica, que todas as religiões merecem ser respeitadas, compreendidas e protegidas.”
Segundo os organizadores, a expectativa é que os visitantes possam conhecer de perto um festival que une movimento, dança, cores, crenças e sabores que normalmente o grande público tem acesso apenas por meio de visitas a países africanos ou manifestações alusivas à cultura dos nossos ancestrais.