Rico Melquiades faz malas para deixar o Brasil após vitória de Lula e web cobra: “Que horas é o voo?”
Ex-Fazenda afirmou que pretende se mudar, mas ainda não comprou a passagem
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Lembra dele? Rico Melquiades chamou atenção nas redes sociais após a vitória de Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Apoiador de Flávio Bolsonaro (PL), o ex-Fazenda havia prometido deixar o Brasil caso Lula fosse reeleito. Após o resultado, ele apareceu com as malas prontas e passou a ser cobrado por internautas, que anseiam pela mudança. “Que horas é o voo?”, questionou um perfil no X.
Em conversa com a coluna Fábia Oliveira, Rico confirmou que sair do país continua nos planos. “Ainda estou dopado. Me dopei para tentar assimilar o baque de ontem. Parecia que eu era o candidato à Presidência do Brasil. De todo meu coração, ainda estou bem triste, pois acreditava na mudança do Brasil”, lamentou o influencer que, em 2023, passou por procedimentos estéticos pois ‘não aguentava mais ser chamado de feio’.
Sobre a possibilidade de se mudar, Rico afirmou: “Está, sim, nos meus planos. Ainda não estou com a passagem comprada, pois eu acreditava fielmente que Flávio ia ganhar”.

Rico Melquiades declarou apoio a Flávio Bolsonaro
Antes do primeiro turno, Rico publicou conteúdos em apoio a Flávio Bolsonaro, incluindo vídeos ao lado do candidato do PL sobre temas como direitos das mulheres e o reajuste do Bolsa Família.
No domingo (25), dia da votação, o influenciador compareceu à sua seção eleitoral cercado de seguranças e usando uma bandeira do Brasil. Ao som de “Brasil”, música lançada por Cazuza e eternizada na voz de Gal Costa, ele publicou imagens com a legenda: “Hoje é dia de revolucionar o Brasil”.
Após a votação, Rico também criticou brasileiros que vivem no exterior e participam das eleições. “Isso é errado, se o Brasil fosse tão bom como essas pessoas falam, elas estariam morando no Brasil”, afirmou em vídeo.
Rico já enfrentou investigação por assédio eleitoral
A atuação política de Rico também foi alvo de controvérsia durante o período eleitoral. O Ministério Público do Trabalho (MPT) o investigou por suspeita de assédio eleitoral após a publicação de um vídeo em que ameaçava demitir funcionárias domésticas que votassem em Lula. O episódio levou o influenciador a gravar uma retratação pública.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o MPT pediu uma indenização de R$ 5 milhões relacionada ao caso.
Rico também se filiou ao PSDB de Alagoas com a intenção de disputar uma vaga de deputado federal. Na ocasião, apresentou propostas satíricas, como oferecer cirurgias plásticas gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele acabou desistindo da candidatura por impedimentos contratuais relacionados à televisão.
Influenciador teve participação na CPI das Bets
A relação de Rico com o mercado de apostas on-line também ganhou destaque. Em maio de 2025, ele foi convocado para prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, no Senado Federal. O influenciador já havia feito campanhas publicitárias para plataformas do setor, e a comissão investigava, entre outros pontos, a atuação de influenciadores na divulgação de empresas de apostas.
Em 25 de setembro, Rico anunciou que deixaria o Brasil. Na mesma data, Lula editou uma medida provisória relacionada à proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas on-line no país.
Rico Melquiades se envolveu em polêmica na televisão
Vencedor de A Fazenda 13, reality show da Record, Rico também esteve no centro de uma polêmica envolvendo a RedeTV!. Ele foi convidado para participar de uma sabatina no programa Superpop, apresentado por Cariúcha, mas, segundo informações publicadas pela imprensa, oito pessoas convidadas se recusaram a dividir o palco com ele.
Entre os motivos apontados estava a resistência dos participantes em associar a própria imagem à do influenciador.
Apesar da repercussão sobre uma possível mudança para Portugal, Rico ainda não definiu a data de saída do Brasil nem comprou a passagem. Por enquanto, a promessa segue nos planos, enquanto internautas continuam cobrando uma decisão.