Astrologia e poder: Os signos dos ministros do STF
Os signos dos ministros do Supremo Tribunal Federal chamam atenção pela concentração de algumas características: entre os dez integrantes da Corte em setembro de 2026, três são taurinos, dois escorpianos...
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Os signos dos ministros do Supremo Tribunal Federal chamam atenção pela concentração de algumas características: entre os dez integrantes da Corte em setembro de 2026, três são taurinos, dois escorpianos e dois capricornianos. Aquário, Áries e Sagitário completam a composição.
Recentemente a Suprema Corte do país passou a ser o centro do olhar público devido às recentes polêmicas envolvendo o caso Daniel Vorcaro e o Banco Master. As investigações apuram supostas fraudes financeiras e corrupção de agentes públicos. Documentos e mensagens extraídos do celular de Vorcaro também provocaram questionamentos sobre integrantes da Corte. As apurações estão em andamento e menções em relatórios ou mensagens não representam, por si só, comprovação de irregularidades.
A astrologia não explica votos, decisões judiciais ou eventuais condutas dos ministros. A proposta desta análise é observar características tradicionalmente associadas aos signos e colocá-las ao lado de fatos documentados da trajetória pública de cada integrante da Corte.
Cármen Lúcia: Áries
Nascida em 19 de abril de 1954, Cármen Lúcia integra o STF desde 21 de junho de 2006. Áries é tradicionalmente relacionado à iniciativa, independência, coragem e disposição para assumir posições.
Ao longo de sua trajetória, participou de decisões históricas como o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Também votou, em 2024, pela descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal.
Luiz Fux: Touro
Nascido em 26 de abril de 1953, Luiz Fux está no STF desde 3 de março de 2011. Touro é associado à persistência, estabilidade, pragmatismo e resistência diante de mudanças.
Fux participou de julgamentos sobre união homoafetiva, homofobia e transfobia, Lei da Ficha Limpa e porte de drogas. No julgamento sobre maconha para consumo pessoal, posicionou-se pela constitucionalidade da previsão legal que tratava o porte como crime.
Flávio Dino: Touro
Nascido em 30 de abril de 1968, Flávio Dino tomou posse no Supremo em 22 de fevereiro de 2024. Assim como Fux, é taurino, signo associado astrologicamente à constância, firmeza e defesa daquilo que considera sólido.
No caso Vorcaro, Dino passou a ocupar papel relevante na crise institucional. Em setembro, suspendeu decisões tomadas por André Mendonça que haviam afastado dirigentes da Polícia Federal. Posteriormente, Fachin anulou tanto as decisões de Mendonça quanto a intervenção de Dino e levou a controvérsia ao plenário.
Na sessão de 15 de setembro, Dino também pediu mais tempo para analisar a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Alexandre de Moraes, adiando uma definição do Supremo sobre a questão.
Nunes Marques: Touro
Nascido em 16 de maio de 1972, Kassio Nunes Marques está no Supremo desde 5 de novembro de 2020. É o terceiro taurino da atual composição.
Em julgamentos de repercussão nacional, posicionou-se favoravelmente ao marco temporal para terras indígenas e contra a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.
Na sessão relacionada ao caso Vorcaro, em 15 de setembro de 2026, Nunes Marques declarou-se impedido de participar da análise sobre a eventual investigação de Alexandre de Moraes.
Dias Toffoli: Escorpião
Nascido em 15 de novembro de 1967, Dias Toffoli integra o STF desde 23 de outubro de 2009. Escorpião é associado à intensidade, estratégia, profundidade e capacidade de atuar em situações complexas.
O caso Banco Master também atravessa sua trajetória recente. Em janeiro de 2026, quando era relator de parte das investigações, Toffoli autorizou novas diligências pedidas pela Polícia Federal, incluindo buscas, bloqueios de bens e medidas relacionadas a pessoas ligadas a Daniel Vorcaro.
Posteriormente, Toffoli deixou de participar de determinados julgamentos relacionados ao caso. Na sessão de 15 de setembro sobre a possibilidade de investigar Moraes, declarou-se impedido.
Cristiano Zanin: Escorpião
Nascido em 15 de novembro de 1975, Cristiano Zanin tomou posse em 3 de agosto de 2023. Assim como Toffoli, é escorpiano. Na astrologia, o signo está relacionado à estratégia, concentração, reserva e capacidade de lidar com situações de pressão.
Zanin votou contra a tese do marco temporal para terras indígenas e contra a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.
No contexto atual do caso Vorcaro, Zanin está entre os ministros que manifestaram interesse em receber uma cópia integral dos dados preservados pela Polícia Federal e extraídos do celular do ex-banqueiro.
Alexandre de Moraes: Sagitário
Nascido em 13 de dezembro de 1968, Alexandre de Moraes integra o Supremo desde 22 de março de 2017. Sagitário é tradicionalmente associado à franqueza, convicções, defesa de ideias e disposição para enfrentar grandes disputas.
Sua trajetória recente no STF está fortemente ligada a processos envolvendo ataques às instituições, desinformação e os acontecimentos relacionados à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
Agora, Moraes também está no centro das repercussões do caso Vorcaro. Relatórios da Polícia Federal trouxeram referências a contatos entre o ministro e o ex-banqueiro. Também ganhou repercussão um contrato entre o Banco Master e um escritório de advocacia do qual são sócios a esposa e dois filhos de Moraes. O documento previa serviços jurídicos e consultoria estratégica.
Moraes contestou a forma como as informações das investigações foram divulgadas, apontou o que classificou como divulgação seletiva e pediu a retirada do sigilo dos demais documentos relacionados ao caso.
André Mendonça: Capricórnio
Nascido em 27 de dezembro de 1972, André Mendonça está no STF desde 16 de dezembro de 2021. Capricórnio é relacionado à disciplina, responsabilidade, estrutura e valorização de regras.
Mendonça tornou-se uma das figuras centrais do caso Banco Master. Como relator de procedimentos relacionados às investigações, autorizou medidas cautelares e, em junho, seu entendimento pela manutenção da prisão preventiva de familiares de Daniel Vorcaro prevaleceu na Segunda Turma.
Também determinou investigação sobre vazamentos de mensagens extraídas dos aparelhos de Vorcaro. Mais recentemente, decisões e divulgações relacionadas ao material desencadearam divergências públicas dentro do próprio Supremo.
Gilmar Mendes: Capricórnio
Nascido em 30 de dezembro de 1955, Gilmar Mendes integra o Supremo desde 20 de junho de 2002, sendo o ministro mais antigo da atual composição. Capricórnio é tradicionalmente associado à experiência, estrutura, persistência e construção de longo prazo.
Entre seus julgamentos recentes de maior repercussão está a discussão sobre porte de maconha para consumo pessoal, processo do qual foi relator.
No caso relacionado à família Vorcaro, Gilmar divergiu parcialmente de André Mendonça em junho de 2026. Em relação a Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, defendeu substituir a prisão preventiva por outras medidas cautelares, mas ficou vencido nesse ponto.
Edson Fachin: Aquário
Nascido em 8 de fevereiro de 1958, Edson Fachin está no STF desde 16 de junho de 2015 e atualmente preside a Corte. Aquário é associado à independência intelectual, coletividade e capacidade de questionar estruturas estabelecidas.
Entre decisões de grande repercussão, Fachin se posicionou contra a tese do marco temporal para terras indígenas. Em 2017, também assumiu a relatoria dos processos relacionados à Lava Jato após a morte de Teori Zavascki.
No caso Vorcaro, sua posição ganhou ainda mais importância por ocupar a Presidência do Supremo. Fachin afirmou publicamente que a gravidade das informações relacionadas ao Banco Master exige resposta institucional, mas ressaltou a necessidade de respeito ao devido processo legal. Também determinou medidas para ampliar a publicidade dos procedimentos relacionados ao caso.
O caso Vorcaro evidencia as divergências existentes dentro do próprio STF, envolvendo decisões, sigilos, vazamentos e questionamentos sobre integrantes da Corte. Astrologicamente, os signos podem oferecer uma leitura curiosa sobre temperamento, comunicação e comportamento diante de situações de pressão, mas não determinam votos ou decisões jurídicas. No fim, enquanto a astrologia ajuda a observar os diferentes perfis dos ministros, a atuação no Supremo deve ser compreendida pelos fatos, argumentos jurídicos, provas e decisões de cada magistrado.