Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026
OPORTUNIDADE DE TRABALHO

Em vídeo, mulher conta que ganha R$ 150 por dia para descascar pequi em Goiânia

Comerciantes pagam pelo serviço de descascar pequi, milho e mandioca; veja valores e horários

Luanna Marques
Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
Karine Ferreira trabalha descascando pequi

Uma oportunidade de renda extra chamou a atenção de internautas após a influenciadora Karine Ferreira publicar um vídeo nesta terça-feira (3) mostrando opções de trabalho na Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa), em Goiânia. Na gravação, ela percorre estabelecimentos e mostra que há comerciantes que pagam diárias para descascar alimentos como pequi, milho e mandioca. “Só não trabalha quem não quer”, afirma Karine.

Quem tiver interesse em descascar pequi pode receber R$ 150 por dia, conforme relato da influenciadora. Segundo Karine, o trabalho começa por volta das 4h e segue até o meio-dia. A publicação ultrapassou 200 mil visualizações e despertou o interesse de pessoas que procuram uma oportunidade de trabalho.

No vídeo, Karine mostra local de trabalho na Ceasa (Foto: Reprodução)

Para conseguir uma diária, ela recomenda ir pessoalmente ao local e conversar com os comerciantes. “Vai cedinho, vai no estabelecimento, não tenha vergonha, vai arrumadinho”, orienta a influenciadora em um dos vídeos.

Karine também explicou que existem diferentes horários e serviços disponíveis e que as oportunidades não se restringem ao descascamento do pequi. Entre as atividades mencionadas estão descascar milho e mandioca.

Em resposta ao Mais Goiás, a Ceasa explicou que as oportunidades de trabalho são oferecidas e contratadas diretamente pelos comerciantes e lojistas, sem intermediação da administração da central.

“O comerciante oferta e contrata direto para a empresa dele”, informou a Ceasa, ao esclarecer que a atuação da empresa se restringe à parte administrativa do espaço.

Venda de alimentos na Ceasa

Outro assunto abordado pela influenciadora foi a possibilidade de comercializar produtos no local. Karine citou exemplos de trabalhadores que vendem sucos e salgados na central e afirmou que qualquer pessoa poderia realizar esse tipo de atividade.

No entanto, a Ceasa esclareceu que a comercialização de alimentos dentro do espaço é permitida somente a quem já possui estabelecimento comercial na central. Segundo a administração, os empresários pagam impostos e taxas para exercer a atividade no local.

Assim, pessoas que não possuem comércio instalado na Ceasa não estão autorizadas a entrar no espaço para vender produtos por conta própria.

Veja o vídeo

Doações feitas pela Ceasa

Nas redes sociais a influenciadora também mencionou a possibilidade de conseguir doações de alimentos na Ceasa. Sobre o assunto, a administração explicou que os produtos são destinados ao Banco de Alimentos da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), responsável pela distribuição às famílias e entidades cadastradas.

Para ter acesso aos alimentos, é necessário realizar um cadastro no Banco de Alimentos da OVG, que funciona dentro da própria Ceasa. Após a solicitação, uma assistente social realiza uma visita à residência da família ou à sede da entidade interessada para avaliar a situação e verificar se os critérios exigidos pelo programa são atendidos.

A frequência do recebimento das doações depende da avaliação da assistente social e das necessidades identificadas. Dessa forma, a distribuição pode ocorrer semanalmente, a cada 15 dias ou uma vez por mês.

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