Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Tóquio 2020

Comitê Olímpico proíbe gestos políticos durante Olimpíadas de Tóquio

Estarão vetados mostrar qualquer tipo de mensagem que possa ser interpretada como política, como cartazes ou pulseiras; fazer gestos de natureza não esportiva, como sinal com as mãos ou se ajoelhar e se recusar a seguir os protocolos das cerimônias

Por - Goiânia, GO
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O COI (Comitê Olímpico Internacional) divulgou nesta quinta-feira (9) comunicado detalhando que tipos de protestos não serão permitidos aos atletas durante os Jogos Olímpicos de Tóquio neste ano. O evento vai acontecer entre 24 de julho e 9 de agosto.

O texto foi desenvolvido pela comissão de atletas da entidade. Estarão vetados mostrar qualquer tipo de mensagem que possa ser interpretada como política, como cartazes ou pulseiras; fazer gestos de natureza não esportiva, como sinal com as mãos ou se ajoelhar e se recusar a seguir os protocolos das cerimônias.

Na semana passada, o presidente do COI, Thomas Bach, já havia adiantado que as autoridades não permitiriam manifestações políticas. “Há a necessidade de respeitar os outros atletas e seus momentos de glória e não tirar a atenção disso de nenhuma forma. Com demonstrações na área de jogo, na Vila Olímpica ou durante as cerimônias oficiais, a dignidade da competição estará destruída para todos os atletas”, afirma o texto divulgado pelo COI.

O comitê afirma que os atletas que quebrarem a norma estarão sujeitos a medidas disciplinares, embora não esteja claro quais poderão ser. A intenção do COI é evitar repetição de protestos que aconteceram em eventos esportivos recentes. Dois atletas americanos foram advertidos pelo comitê olímpico do país por incidentes nos Jogos Panamericanos de Lima, no ano passado. O esgrimista Rance Imboden se ajoelhou durante a execução do hino e a arremessadora de martelo Gwen Berry ergueu o punho em protesto.

Também em 2019 nadadores da Austrália e Reino Unido se recusaram a subir ao pódio do Mundial de Natação com o chinês Sun Yang. acusado de estar envolvido em episódios de doping. Em 2016, durante os Jogos Olímpicos do Rio, o etípoe Feyssa Lilesa, medalhista de prata na maratona, cruzou a linha de chegada com os pulsos cerrados e erguidos em formato de X, sinal de apoio aos protestos por liberdade em uma região do seu país.

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