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Fifa anuncia novo protocolo dos hinos na Copa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirma que todos os 26 jogadores devem entrar em campo. Ideia veio após conversa com Del Piero

Fifa anuncia novo protocolo dos hinos na Copa (Foto: Instagram/Argentina)
Fifa anuncia novo protocolo dos hinos na Copa (Foto: Instagram/Argentina)

(Folhapress) Com a primeira partida da Copa do Mundo de 2026, no Estádio Azteca (Cidade do México), as seleções de México e África do Sul vão estrear um novo protocolo para a entrada em campo e execução de hinos, de acordo com Gianni Infantino, presidente da Fifa.

“Pela primeira vez, todos os 26 jogadores [de cada time] virão a campo, com bandeiras enormes, e os hinos serão executados com toda a equipe em campo”, avisa.

Antes, apenas os 11 titulares participavam da execução do hino no campo.

“Ter todos os jogadores e árbitros se encontrando no círculo central vai criar um momento de unidade e emoção que pertence a todos”, afirma Infantino. “A Copa é sobre todos os jogadores e torcedores, e essa nova cerimônia reflete isso.”

De acordo com o mandatário da Fifa, a ideia partiu de uma conversa com o ex-jogador italiano Alessandro del Piero. “Um dia ele me disse: por que não colocar todos os jogadores em campo? Somos todos da mesma equipe.”

Infantino ainda brincou que a ideia de Del Piero deve ter sido por algum trauma de 2006, quando ele marcou um gol em Dortmund, na vitória da Itália contra a Alemanha pela semifinal. Na ocasião, o atacante saiu do banco, e por isso não ficou perfilado em campo para o hino italiano.

Infantino exaltou também o “abençoado” Azteca, que nesta quinta (11) será palco de uma partida de abertura de Copa pela terceira vez na história. “É o único estádio com três jogos de abertura, é uma catedral do futebol, e definitivamente é abençoado pelos deuses do futebol.”

Gianni Infantino, presidente da Fifa (Foto: Instagram)

Ele lembrou do pai ao falar das façanhas que aconteceram no estádio, que recebeu a primeira Copa no país em 1970. “Me deu muito orgulho o resultado da seleção italiana, mas também do Brasil incrível de Pelé”, disse o suíço-italiano, citando que Rivellino estará no estádio para participar de uma homenagem à seleção que foi tricampeã no país.

“E em 1986, o mesmo com Diego [Maradona], uma emoção única. Lembramos do gol do Diego, e da final contra a Alemanha. Esse estádio é abençoado”, afirmou.

‘Melhor relaxar’

Infantino também aproveitou a entrevista para falar sobre outros temas, incluindo o árbitro somali Omar Artan, que foi barrado de entrar nos Estados Unidos, a seleção iraniana e o preço dos ingressos.

“Talvez às vezes seja melhor simplesmente relaxar. Trabalhamos em tudo, tentamos resolver tudo. Às vezes, começar imediatamente a gritar e berrar tem o efeito oposto ao de encontrar uma solução”, afirmou o chefe da Fifa.