Morre coronel Antônio Marmo, fundador da Rotam: ‘Legado para gerações’, dizem colegas
Oficial da reserva tinha 81 anos e comandou a primeira turma da tropa nos anos 1980, que anos mais tarde se tornou referência nacional
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A morte do coronel Antônio Marmo, considerado um dos nomes mais importantes da história da Polícia Militar de Goiás e fundador da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), mobilizou homenagens de militares da ativa e da reserva. Aos 81 anos, ele morreu em Goiânia, na sexta-feira (24). A causa da morte não foi divulgada pela corporação.
Integrante da turma de 1971 da PM de Goiás, Marmo é reconhecido por criar e estruturar a doutrina da Rotam, unidade que se consolidou como referência nacional no policiamento tático. Mais de quatro décadas depois, policiais afirmam que os princípios estabelecidos por ele continuam presentes na formação e na atuação da tropa.
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Nas redes sociais, o tenente-coronel Sena definiu Marmo como um “visionário que ajudou a construir uma das maiores referências do policiamento tático do Brasil”. “Seu legado permanece vivo na doutrina da Rotam e em cada policial militar que segue seus ensinamentos e honra essa história”, escreveu.
As homenagens também vieram do tenente-coronel Lira, da Rotam, que lembrou a participação de Marmo no início da unidade, em 1984, quando comandou o primeiro pelotão da Rotam. Segundo ele, foi naquele período, marcado por desafios à segurança pública, que o coronel ajudou a lançar as bases de uma tropa que, anos depois, se tornaria conhecida em todo o país.
“A vida vai passando e, no trem da vida, amigos vão embarcando. Prematuramente, estamos perdendo muitos companheiros. O fato é que viver o hoje é uma possibilidade; o amanhã pertence a Deus”, escreveu, ao desejar conforto à família e aos amigos.
Em outra homenagem feita pelo coronel Edson Raiado, o antigo companheiro de farda recordou os anos em que trabalhou com Antônio Marmo na Rotam, entre 1984 e 1985, e refletiu sobre as perdas frequentes entre militares veteranos.
“O maior legado de um comandante não é o posto que ocupou, mas os valores que deixou para as gerações seguintes”, destacou o oficial.
Em nota, a Fundação Tiradentes manifestou solidariedade aos familiares e amigos. “Expressamos nossos mais sinceros pêsames a todos os familiares e amigos próximos. Que a paz e o amor estejam presentes em seus corações e que a memória do nosso veterano, Coronel PM Antônio Marmo, seja eternamente lembrada com carinho e saudade.”
A Polícia Militar de Goiás também lamentou a morte do oficial. “A Polícia Militar de Goiás se solidariza com familiares, amigos e irmãos de farda. Desejamos que todos encontrem força e conforto para superar esse momento de dor.”
O velório foi realizado em Goiânia. Depois, o corpo foi levado para Pontalina, no sul de Goiás, onde ocorreu o sepultamento no Cemitério Municipal da cidade.