FIM DA LINHA

Sete técnicos já caíram após eliminação na Copa; veja quais

Último técnico a cair foi Sebastián Beccacece, que treinou o Equador na Copa. Outros seis já tiveram o mesmo destino

Sete técnicos já caíram após eliminação na Copa; veja quais (Foto: Divulgação)
Sete técnicos já caíram após eliminação na Copa; veja quais (Foto: Divulgação)

Horas depois da derrota para o México na fase de 16 avos de final da Copa do Mundo, a seleção do Equador ficou sem técnico: o técnico Sebastián Beccacece, muito criticado pelos torcedores equatorianos, disse que gostaria de ter permanecido na função, mas que não conseguiu cumprir as promessas que fez.

Com Beccacece, chegou a sete o número de treinadores que ficaram sem cargo depois de eliminados do Mundial. A lista também tem Miroslav Koubek (Tchéquia), Steve Clarke (Escócia), Hong Myung-Bo (Coreia do Sul), Sabri Lamouchi (Tunísia), Ronald Koeman (Holanda) e Marcelo Bielsa (Uruguai).

O único desses que caiu antes de o torneio acabar foi Lamouchi. A Federação Tunisiana de Futebol o dispensou imediatamente depois da goleada de 5 a 1 para Suécia na partida de estreia. O francês Hervé Renard assumiu a função em caráter interino, mas não impediu a eliminação da seleção e também não deve ficar.

Técnico Steve Clarke, da Escócia (Foto: Divulgação)

O caso de Myung-Bo é o mais preocupante. Ele foi ameaçado de morte e precisou de escolta para desembarcar em Seul. Os sul-coreanos acusam a federação de futebol local de contratá-lo com base apenas em vínculo de amizade com o presidente da entidade, e não por competência, e dizem que o fiasco na Copa era tragédia anunciada.

A exemplo de Myung-Bo, Bielsa teve uma eliminação traumática com o Uruguai – único campeão do mundo a cair até o momento. Bielsa, que se autoclassifica como uma pessoa ‘tóxica’, perdeu a confiança dos jogadores e saiu desgastado pela campanha com dois empates e uma derrota, para Espanha.

Koeman e Clarke se despediram dos torcedores da mesma forma: com a publicação de uma carta nas redes sociais. O holandês lamentou, e disse que poderia ter ido mais longe. O escocês saiu satisfeito e convicto de que fez história com uma seleção que não tem histórico de vitórias no futebol mundial.

Por fim, teve o fim de ciclo de Miroslav Koubek na Tchéquia. O astro da equipe, Patrick Schick, anunciou aposentadoria da seleção e disse que viu “muita coisa errada” nessa preparação para o torneio.