Paixão sem limites

Torcedor do Vila que mora na Flórida vai cortar os EUA de carro para torcer pelo Brasil

Torcedor do Colorado, o goiano Paulo Pedroso será um dos representantes de Goiás na Copa do Mundo junto ao Movimento Verde e Amarelo

Paulo Pedroso, integrante da torcida organizada do Vila Nova, levará o nome de Goiás à Copa do Mundo com o Movimento Verde e Amarelo
Foto: Arquivo pessoal

Enquanto muitos torcedores planejam acompanhar a Copa do Mundo pela televisão, o goiano Paulo Pedroso decidiu viver o torneio de uma forma diferente. Natural de Aparecida de Goiânia, empresário e apaixonado pelo Vila Nova, ele vai cruzar milhares de quilômetros pelas estradas dos Estados Unidos para acompanhar a seleção brasileira ao lado do Movimento Verde e Amarelo (MVA), a primeira torcida organizada nacional voltada exclusivamente para apoiar o Brasil.

A aventura já começou antes mesmo do apito inicial. Morando atualmente em Boca Raton (Florida), nos Estados Unidos, Paulo se preparou durante três anos para realizar o sonho de acompanhar a seleção in loco. O planejamento incluiu uma reserva financeira de 30 mil dólares e muita disposição para enfrentar longas viagens de carro entre as cidades-sede da competição.

“Em todo jogo eu terei que ir e voltar para Boca Raton, porque trabalho e estudo. Serão três dias para cada viagem”, explica Paulo. “Não é tanta loucura assim, mas vamos rodar bastante. Serão cerca de 20 horas de Miami até Nova York e mais 12 horas para Atlanta, caso o Brasil avance. Financeiramente, me preparei por três anos para viver esse momento”, contou.

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A paixão pelo futebol nasceu ainda na infância, influenciada pelo avô, Paulino, personagem fundamental na construção de sua relação com o Vila Nova.

“Sou de Aparecida de Goiânia e minha paixão pelo Vila veio do meu saudoso avô Paulino, que sempre me ensinou a viver intensamente cada jogo pelo Tigrão”, relembrou.

Foto: Arquivo pessoal

Representar Goiás em uma Copa do Mundo é motivo de orgulho para o torcedor. Paulo acredita que outros goianos também estarão presentes nos estádios norte-americanos, embora reconheça que o alto custo da competição tenha dificultado a presença de muitos brasileiros.

“Será uma honra levar o nome do nosso estado para uma Copa. Espero encontrar mais torcedores de Goiás por lá para unir forças na torcida pela Seleção. O que dificultou muito foi o preço dos ingressos, que acabou afastando muita gente”

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No MVA, as rivalidades estaduais e clubísticas ficam de lado. O objetivo é reunir torcedores de diferentes equipes em torno de uma única camisa: a da seleção brasileira.

“A união das torcidas foi uma ótima ideia. Aqui ninguém fala sobre o clube do coração. Tudo é em prol da Seleção Brasileira. Deixamos a rivalidade de lado e colocamos o Brasil como prioridade”, explicou.

Acostumado ao ambiente das arquibancadas, Paulo acredita que a experiência das torcidas organizadas pode ajudar a transformar a atmosfera dos jogos da Seleção. A preparação já inclui novos cânticos e até algumas provocações direcionadas aos rivais argentinos.

“Vamos levar o conhecimento de arquibancada para apoiar a Seleção. Já estão sendo criados alguns cânticos novos e também provocações aos argentinos. A união de todos pode ser uma virada de chave para a torcida organizada da Seleção, que vai se fortalecer ainda mais em busca do mesmo propósito.”

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