“Jogador não vai inventar esse tipo de coisa”, diz Adson sobre denúncia de racismo contra Paulo Vítor
Nos minutos finais, já nos acréscimos, o jogador se dirigiu ao árbitro e relatou que teria sido chamado de "macaco" por um integrante da torcida do Juventude
Ir direto pra matéria
O presidente do Atlético Adson Batista foi questionado sobre a denúncia feita pelo goleiro do Dragão, Paulo Vítor, de que o atleta teria sofrido racismo no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Nos minutos finais, já nos acréscimos, o jogador se dirigiu ao árbitro Ramon Abatti Abel e relatou que teria sido chamado de “macaco” por um integrante da torcida do Juventude.
- Atlético sofre virada no 1º tempo mas arranca empate contra o Juventude em Caxias
- Árbitro aciona protocolo antirracismo em jogo do Atlético
“Eu não sei, eu estava no camarote, não tive a oportunidade ainda de falar com o jogador. Eu sei que a polícia está averiguando junto ao jogador. O jogador não vai inventar esse tipo de coisa, então tem que ser bastante apurado, para não ser injusto e, naturalmente, tomar a medidas certas”, disse o presidente.
- Divisão de Acesso tem cinco empates no sábado (5) da 10ª rodada
- Trindade empata com Goiânia e segue sem vencer na Divisão de Acesso
De acordo com a assessoria do Dragão, o jogador já teria sido ouvido inclusive pela polícia no Estádio Alfredo Jaconi, e que estariam tentando identificar o responsável pela ofensa ao goleiro.

O próprio Atlético já combateu situações semelhantes no Estádio Antonio Accioly. Em 2019, o zagueiro Eduardo Bauermann, à época no Paraná Clube, foi alvo de injúria racial por um torcedor no estádio. O suspeito foi preso em flagrante pela polícia militar. Em 2022, o volante Fellipe Bastos, do Goiás, relatou ter sido chamado de “macaco” por um torcedor ao se dirigir ao vestiário, depois de uma vitória sobre o Dragão. O caso gerou ampla repercussão e cobranças por punições severas.
- Com um a menos desde o início, Goiás perde para o Fortaleza na Serrinha
- Em vantagem, Planalto visita o Juventude-SE e tenta confirmar título da A3
A reportagem do Mais Goiás Esporte entrou em contato com o Juventude e solicitou um posicionamento. O espaço segue aberto para qualquer manifestação do clube gaúcho.
O jogo
Sobre o empate, Adson Batista disse que o Atlético conseguiu superar rapidamente o frio de Caxias do Sul e conseguiu equilibrar a partida. “Hoje aqui encontramos um jogo muito difícil, muito frio. Nesse momento aqui faz 9 graus, a gente não está acostumado com esse frio, e todo mundo superou tudo muito bem. O time do Juventude tem muita qualidade, joga bem dos dois lados, por dentro, então nós conseguimos um brilhante resultado de duas equipes que vão brigar para chegar, eu tenho certeza disso”, afirmou.
- Luan manda recado à torcida do São Luís: “Se eu não confiasse nos jogadores, não estaria aqui”
- Zagueiro do Goiás é expulso aos 13 minutos contra o Fortaleza
Questionado sobre novas contratações no rubro-negro, Adson disse que a possibilidade maior é de saídas, já que considera que o elenco está inchado. Além disso, falou sobre a situação do uruguaio David Terans, que ainda não estreou com a camisa do Dragão.
“Tudo pode acontecer. Nosso elenco está inchado, a possibilidade maior é de saída, a gente está tentando achar alguns jogadores que não estão sendo aproveitados, e talvez a questão do Terans que eu estou avaliando junto ao departamento médico do Fluminense e com o Fluminense, porque ele está tendo uma recuperação muito boa, e de repente ele pode nos ajudar durante esse campeonato também”, afirmou Adson Batista.