O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, foi internado nesta quarta-feira, em um hospital da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O técnico do Tetra em 1994 luta há anos contra o linfoma de Hodgkin. O ex-treinador chegou a apresentar melhora significativa após um tratamento de quimioterapia há dois anos. No entanto, precisou de internação novamente.
Linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer do sistema linfático que se origina nos glóbulos brancos, caracterizado pela presença das células malignas de Reed-Sternberg. Em nota, o Hospital Samaritano confirmou a internação de Parreira, mas não entrou em detalhes sobre o estado de saúde do ex-treinador.
“O Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, confirma a internação do paciente Carlos Alberto Parreira na unidade. Por manter o compromisso com a privacidade e a confidencialidade de seus pacientes, não divulga informações sobre estado de saúde, obedecendo o que dispõe a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”, diz o hospital em nota.
Parreira durante homenagem no Fluminense em 2024 (Foto: Marina Garcia/FFC)
Parreira também treinou clubes como Fluminense e Corinthians. Em sua trajetória, Em 1970, ainda como preparador físico, ele conquistou o Campeonato Brasileiro, troféu que voltou a erguer em 1984, já como treinador.
No ano de 1975, ele conquistou o Campeonato Carioca. Já em 1999, foi o responsável por comandar o time no Brasileirão Série C.
Parreira durante homenagem no Fluminense em 2024 (Foto: Marina Garcia/FFC)
Entenda o linfoma
O diagnóstico do linfoma de Hodgkin é confirmado por meio de uma biópsia do linfonodo afetado. Exames de imagem, como tomografia e PET-CT, ajudam a mapear a extensão da doença.
O sinal mais comum é o aumento de ínguas indolores, geralmente no pescoço, axilas ou virilha. Outros sintomas incluem febre persistente (geralmente sem explicação), suores noturnos intensos (que chegam a molhar a roupa) e perda de peso não intencional superior a 10% em seis meses.
A boa notícia é que é considerado um dos cânceres mais tratáveis e com maiores taxas de cura. O tratamento principal envolve quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia, imunoterapia ou transplante de medula óssea.