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Resgatado com vida, goleiro Danilo não resistiu e morreu no hospital

O goleiro Danilo, destaque da Chapecoense na vitória sobre o San Lorenzo que classificou o…

O goleiro Danilo, destaque da Chapecoense na vitória sobre o San Lorenzo que classificou o time catarinense à final da Sul-Americana, não resistiu aos ferimentos da queda do avião da equipe, na Colômbia, e morreu no hospital, em Medellín, na manhã desta terça-feira.

Danilo estava entre os três atletas encontrados com vida, ao lado de Alan Ruschel e Jackson Follman, mas não resistiu. O jogador de 31 anos estava na Chapecoense desde 2013 e era um dos grandes ídolos da torcida.

Na semifinal diante do San Lorenzo, Danilo fez uma defesa espetacular, aos 47 minutos do segundo, garantindo a classificação. O lance foi narrado por Deva Pascovicci, da Fox Sports, que também estava no voo para a Colômbia e está entre as 76 vítimas confirmadas. Veja os lances do jogo:

TRAGÉDIA

O avião que transportava a delegação da Chapecoense contava com um total de 78 pessoas a bordo, entre elas 69 passageiros e nove tripulantes. Entre os passageiros estavam 22 jogadores do time catarinense, além de 22 jornalistas.

Incluídos na lista de passageiros divulgada pelas autoridades colombianas, o presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David De Nes Filho, o deputado estadual Gelson Merisio (PSD-SC), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina e o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, não estavam no avião.

O dirigente estava em São Paulo e embarcaria nesta terça-feira em um voo comercial rumo a Medellín. Buligon também embarcaria neste mesmo voo, depois de o avião fretado pelo clube, com intenção de fazer voo direto a Medellín, ter sido desautorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Como o avião, da companhia aérea LaMia, da Bolívia, não tinha autorização para pousar em Medellín, a delegação da Chapecoense precisou embarcar um voo comercial até Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, antes de pegar o avião que caiu quando já chegava ao aeroporto de Medellín. A aeronave caiu em um lugar de mata fechada, em uma região montanhosa, e de difícil acesso para as equipes de resgate.

Informações iniciais sobre o acidente, que agora está tendo as suas causas investigadas, dão conta de que o avião teria sofrido uma pane elétrica e o piloto teria liberado combustível da aeronave antes do pouso forçado para evitar que houvesse uma explosão na hora do choque com o solo. Também está sendo investigada a hipótese de que o combustível do avião teria acabado antes de o piloto ser obrigado a fazer o pouso forçado.