Após consultas sem resposta, mulher descobre diagnóstico da filha com a ajuda de IA; saiba o que era
Em um ano, foram 150 visitas a médicos sem descobrir o que acontecia com a pequena Olivia
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Após diversas consultas sem resposta, uma mulher americana descobriu o diagnóstico da filha com a ajuda de IA. É isso mesmo. Durante anos, Hilary Eaton tentou descobrir por que a filha mais nova, Olivia, ficava doente com frequência. A menina apresentava problemas de saúde desde os primeiros meses de vida, mas os médicos não conseguiam encontrar uma explicação para todos os sintomas. Em um único ano, a família passou por mais de 150 consultas e visitou 49 especialistas.
Cansada de buscar respostas, Hilary, de 42 anos, decidiu recorrer ao ChatGPT. A executiva do setor de biotecnologia, que vive em Boston, nos Estados Unidos, inseriu na ferramenta informações dos prontuários, exames e dados genéticos da filha para identificar possíveis conexões.
IA ajudou a encontrar novas pistas
A jornada médica de Olivia começou quando ela não passou na triagem auditiva neonatal. Aos 9 meses, também não foi aprovada em outro teste de audição e apresentava atraso para se sentar sozinha. Ao longo dos anos, passou por exames genéticos, análises de sangue e terapias, sem que os especialistas chegassem a uma conclusão.

Ao analisar os dados fornecidos pela mãe, o ChatGPT apontou a possibilidade de imunodeficiência comum variável (ICV), uma doença rara que afeta o sistema imunológico. A ferramenta também indicou pistas genéticas para serem investigadas pelos médicos.
Hilary ressalta que a inteligência artificial não diagnosticou a filha, mas ajudou a organizar as informações e a formular perguntas para a equipe médica. As hipóteses foram avaliadas por profissionais e por um laboratório clínico.
Diagnóstico melhorou a saúde da menina
Uma análise genética confirmou que Olivia tinha imunodeficiência comum variável, além de mutações associadas a uma síndrome rara do neurodesenvolvimento e a problemas no funcionamento das células B.
Com o diagnóstico, a menina começou a receber infusões mensais de imunoglobulina intravenosa (IVIG), que fornecem anticorpos para protegê-la contra infecções.
Antes do tratamento, Olivia faltava tanto à escola que a família recebia notificações da direção. No ano letivo seguinte, ela perdeu apenas cerca de três dias de aula. “É isso. A mudança na vida dela foi enorme”, comemorou Hilary.
O caso reforça que ferramentas de IA podem ajudar a organizar informações, mas não substituem médicos, exames ou diagnósticos profissionais. Em caso de sintomas ou dúvidas sobre a saúde, procure atendimento médico e não use a inteligência artificial como substituta de uma consulta.