Argentina lança cidadania para estrangeiros a partir de US$ 350 mil
Programa prevê aporte não reembolsável ou compra de título público
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Estrangeiros poderão solicitar a cidadania argentina sem precisar morar dois anos no país ao fazer um aporte a partir de US$ 350 mil. O governo lançou nesta sexta-feira (2) o Programa de Cidadania por Investimento, que começará a receber pedidos ainda no quarto trimestre deste ano.
A opção mais barata exige uma contribuição direta de US$ 350 mil ao Tesouro Nacional, sem devolução do dinheiro. Outra alternativa será aplicar US$ 800 mil em um título público criado especificamente para o programa. O pagamento, porém, não garante automaticamente a cidadania: cada candidato passará por uma análise antes de ter o pedido aprovado ou recusado.
Famílias também poderão entrar no processo. Cônjuges e filhos entre 18 e 25 anos, desde que solteiros e sem filhos, terão de acrescentar US$ 100 mil cada. Para menores de 18 anos, o valor será de US$ 25 mil. Assim, um casal com dois filhos menores poderá solicitar a cidadania desembolsando US$ 500 mil.
Entre as verificações previstas estão antecedentes criminais, origem e rastreabilidade do dinheiro, patrimônio, histórico migratório e possíveis riscos de lavagem de dinheiro ou financiamento do terrorismo. A análise será coordenada pela Agência de Programas de Cidadania por Investimento e contará com órgãos como a inteligência argentina, a Unidade de Informação Financeira e os ministérios do Interior e da Segurança.
A possibilidade de conceder cidadania em troca de investimentos começou a ser aberta em 2025, quando a legislação argentina passou a permitir a naturalização de estrangeiros que comprovassem uma “inversão relevante”, independentemente do tempo de residência no país. Até então, a regra geral exigia dois anos contínuos de residência legal.
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