Domingo, 27 de Setembro de 2026
INDEPENDENTE

Laudo aponta asfixia como causa da morte de George Floyd nos EUA

Resultado da autópsia realizada pelas autoridades de Minneapolis diz que homem sofria de doença arterial e hipertensão

Por - Goiânia, GO
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Momento em que George Floyd foi morto (Foto: Divulgação)

Nesta segunda-feira, o advogado que representa a família de George Floyd, homem negro assassinado por um policial branco em Minneapolis, nos EUA, afirmou que uma autópsia independente concluiu que a morte foi causada por asfixia e perda de fluxo sanguíneo no cérebro. No último dia 25, Floyd foi rendido por quatro policiais, acusado de ter tentado passar uma cédula de US$ 20 falsa para comprar um cigarro. Depois de ser mantido imobilizado por quase nove minutos pelo policial Derek Chauvin, que pressionou seu pescoço com o joelho, e avisar que não conseguia respirar, o segurança de boate faleceu.

A autópsia independente contradiz em parte o laudo divulgado pelas autoridades de Minneapolis. Os primeiros resultados divulgados não revelam sinais de asfixia ou estrangulamento, mas sim que Floyd sofria de uma doença arterial e de hipertensão, o que, unidas à imobilização agressiva imposta por Chauvin, “pode ter levado a sua morte”.

Demitido ao lado dos outros três policiais que participaram da ação no dia seguinte à morte, Derek Chauvin foi preso na sexta-feira e acusado de assassinato em terceiro grau, o que ocorre, de acordo com as leis do estado de Minnesota, quando um indivíduo não tem a intenção de matar, mas age com grande indiferença à vida humana, o que pode culminar na morte do outro. O crime é passível de até 25 anos de prisão. Em 99% dos assassinatos com envolvimento da polícia entre 2013 e 2019, no entanto, os agentes responsáveis não foram sequer criminalmente acusados.

A morte de George Floyd gerou uma série de protestos, primeiro em Minneapolis, depois em dezenas de cidades americanas. Já são sete dias de manifestações, algumas violentas, com confrontos entre manifestantes e policiais. O caso também repercutiu fora dos EUA. A Organização das Nações Unidas pediu para que o caso seja devidamente investigado.

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