‘Peço desculpas se falhei em algum momento’, diz presidente do Paraguai ao renunciar
Presidente anunciou saída do cargo nesta quinta-feira (5), em meio à crise provocada pelo fechamento do Ueno Bank e à abertura de um processo de impeachment no Congresso
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu desculpas à população ao anunciar, nesta quinta-feira (5/11), sua renúncia ao cargo. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que nunca teve a intenção de decepcionar os paraguaios. A decisão foi comunicada em meio à crise financeira provocada pelo fechamento do Ueno Bank, que deixou cerca de 2,9 milhões de clientes sem acesso aos depósitos.
“Também quero pedir desculpas ao povo. Se falhei em algum momento, nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim”, declarou Peña.
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O presidente afirmou que decidiu deixar o cargo para preservar a estabilidade do país, a paz social e as instituições democráticas. Disse ainda que sua prioridade é garantir a devolução do dinheiro aos clientes prejudicados pelo fechamento do banco.
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Em outro trecho do pronunciamento, Peña afirmou que a história será responsável por julgar os acontecimentos que levaram à sua saída. O presidente também agradeceu aos paraguaios pela confiança recebida durante o mandato, iniciado em agosto de 2023.
A renúncia foi anunciada enquanto a Câmara dos Deputados discutia um pedido de impeachment contra Peña. O processo foi apresentado por parlamentares da oposição e dissidentes do Partido Colorado, sob a acusação de mau desempenho no exercício do cargo.
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A crise teve início após o Banco Central do Paraguai determinar, na terça-feira (3), a intervenção no Ueno Bank. A instituição apresentava índices de solvência inferiores aos exigidos pela legislação, além de irregularidades identificadas em operações financeiras.
Peña foi acionista de uma holding ligada ao grupo controlador do banco até março de 2025. Parlamentares paraguaios questionam possíveis conflitos de interesse envolvendo o presidente e a destinação de recursos públicos à instituição financeira, inclusive valores do sistema previdenciário. As suspeitas são objeto de investigação.
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O fechamento do banco provocou protestos em Assunção e levou à detenção de oito pessoas ligadas à instituição. O governo anunciou medidas para antecipar a devolução de parte dos depósitos aos clientes prejudicados.
A renúncia apresentada por Peña depende de apreciação do Congresso paraguaio. Com a formalização de sua saída, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do país e concluir o mandato presidencial, previsto para terminar em agosto de 2028.