Cifarma deve R$ 4 milhões em salários atrasados e enfrenta mais de 100 ações trabalhistas em Goiás
Apenas na unidade goiana, o montante de valores pendentes chega a R$ 2,8 milhões
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A indústria farmacêutica Cifarma acumula mais de R$ 4 milhões em salários atrasados e enfrenta mais de 100 ações trabalhistas na Justiça de Goiás. Em recuperação judicial, a empresa possui pendências referentes às folhas de pagamento de maio a agosto de 2026, segundo relatório judicial.
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De acordo com o documento, até 29 de setembro deste ano, o montante de salários ainda não pagos chegava a R$ 4.060.466,28. O levantamento considera os funcionários da matriz, em Goiânia, e da filial de Minas Gerais, localizada em Santa Luzia. Somente na unidade goiana, os valores pendentes ultrapassavam R$ 2,8 milhões.
O relatório detalha que os pagamentos foram realizados de forma escalonada, com transferências aos funcionários em diferentes períodos. Mesmo após os repasses, parte das remunerações continuava em aberto no fim de setembro. A situação envolve salários referentes a quatro meses consecutivos.
O documento foi elaborado para verificar os pagamentos realizados pela empresa e atender a uma determinação do juízo responsável pela recuperação judicial. A análise considerou comprovantes individuais de transferências, planilhas de controle e extratos bancários apresentados pela companhia à administração judicial.
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Processos trabalhistas
Além das pendências salariais, a Cifarma responde a mais de 100 ações trabalhistas na primeira instância da Justiça do Trabalho em Goiás. Uma certidão positiva emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18), em 27 de outubro de 2026, relaciona os processos registrados contra a empresa.
A lista inclui ações ajuizadas entre 2023 e 2026. A certidão considera os processos vinculados ao CNPJ da empresa em todas as suas unidades, agências e filiais dentro da área de abrangência do tribunal. O documento ressalta que a consulta foi realizada com base nos registros da primeira instância e não contempla processos arquivados definitivamente, entre outras exceções previstas pelo tribunal.
A emissão de uma certidão positiva de ações trabalhistas, porém, não significa que a empresa tenha sido condenada em todos os processos relacionados. A situação da Cifarma reúne, portanto, duas frentes de preocupação: o passivo de salários ainda não quitados e o volume de demandas judiciais movidas por trabalhadores, com apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico no Estado de Goiás (SINDQFPGO).