Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026
LEVANTAMENTO

Datafolha: Raquel Lyra tem 47% para Governo de Pernambuco ante 42% de João Campos

Resultado é de empate técnico dentro da margem de erro, que é de 3 pontos para mais ou para menos

Da Redação
Por - Goiânia, GO
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Datafolha: Raquel Lyra tem 47% para Governo de Pernambuco ante 42% de João Campos

SALVADOR (FOLHAPRESS) – A governadora Raquel Lyra (PSD) segue na liderança na corrida pelo Governo de Pernambuco, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). Raquel aparece com 47% das intenções de voto, ante 42% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), em empate técnico dentro da margem de erro.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP) marcaram 1% cada. Já Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) não pontuaram.

Votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam responder.

O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais, em 48 municípios, no período de 8 a 10 de setembro. A pesquisa, contratada pela Folha e TV Globo, está registrada na Justiça Eleitoral sob os números PE-04411/2026 e BR-05923/2026.

Considerando apenas os votos válidos, em que são excluídos do cálculo brancos, nulos e indecisos, Lyra marca 51% contra 46% de Campos. Caso esse cenário se concretizasse, a disputa se encerraria no primeiro turno, já que Lyra teria mais do que 50% dos votos. Considerando a margem de erro, porém, ela pode ter até 48% dos votos válidos.

O Datafolha também fez a simulação de um possível segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos. A governadora marcou 51% das intenções de voto contra 44% do ex-prefeito do Recife. Brancos e nulos somaram 4% e indecisos são 1%.

A pesquisa aponta para uma disputa acirrada entre os dois. Na pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto, a governadora tinha 47% das intenções de voto, contra 40% do ex-prefeito do Recife —que oscilou dentro da margem de erro.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados, Raquel é citada por 41%, e Campos, por 30%. Já 1% cita Ivan Moraes, enquanto 19% não souberam indicar um candidato e 5% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum nome.

Outros 2% deram respostas diversas, 1% disseram que votariam “no atual governador”, categoria mantida separada pelo instituto, 1% mencionou o ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014 e pai de João Campos, e 1% disse que votaria “no filho de Eduardo Campos.”

A rejeição dos candidatos também foi pesquisada pelo Datafolha. Ao todo, 32% dos eleitores disseram não votar de jeito nenhum em João Campos, e 29% disseram o mesmo sobre Raquel Lyra, diferença dentro da margem de erro.

Renan Hallais aparece na sequência com 22% de rejeição, seguido de Ivan Moraes (20%), Guilherme Fonseca (18%) Victor Assis (17%), Professor Jeremias do Banco (15%) e Professora Camila (13%). Outros 3% disseram não rejeitar nenhum dos candidatos, 3% disseram rejeitar todos, e 6% não opinaram.

O Datafolha também mediu a avaliação do governo. Ao todo, 48% dos eleitores avaliam o governo de Raquel Lyra como ótimo ou bom. Outros 30% classificaram a gestão como regular, 20% como ruim ou péssima e 2% não souberam responder.

Ao todo, 65% disseram aprovar o trabalho da governadora, 31% disseram reprovar e 4% não opinaram.

As pesquisas apontam para um avanço da governadora, após meses atrás de João Campos nos levantamentos de intenção de voto. Este movimento é atribuído por aliados e analistas ao aumento da aprovação de sua gestão, à intensificação da presença no interior do estado e à tentativa de manter a disputa concentrada em temas locais.

Raquel adotou uma posição de neutralidade em relação à eleição presidencial, buscando votos tanto entre aliados de Lula (PT) quando entre os apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL).

João Campos, por sua vez, intensificou agendas no interior e passou a destacar sua aliança com o presidente Lula, principal cabo-eleitoral no estado. O ex-prefeito também tem reforçado referências a seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, que comandou o estado entre 2007 e 2014.

O PSB chegou a pressionar o PSOL para retirada da candidatura de Ivan Moraes. A manobra, contudo, não foi adiante e o partido se manteve na disputa local.

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