Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026
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Deputado quer tornar Legendários Patrimônio Cultural de Goiás

Também tramita na Casa uma proposta para dar cidadania goiana ao fundador do movimento

Por - Goiânia, GO
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Deputado quer tornar movimento Legendários Patrimônio Cultural de Goiás

Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) um projeto para reconhecer o movimento cristão Legendários como Patrimônio Cultural Imaterial goiano. O deputado estadual Coronel Adailton apresentou a proposta durante sessão extraordinária de quinta-feira (3).

Conforme descrição em seu site, o Legendário é um “movimento que busca a transformação de homens, famílias e comunidades por meio de experiências que levam os homens a encontrar a melhor versão de si mesmos e seu novo potencial”. Caso a proposta de Adailton passe, ela passará a integrar o calendário oficial do estado.

Mas este não é o único projeto relacionado ao Legendários em Goiás. Há um mês, o deputado estadual Paulo Cezar Martins (PL) propôs a concessão de títulos de cidadão goiano para o fundador dos Legendários, Chepe Tupzu, pastor guatemalteca; e o diretor do movimento em Goiás, Nelson Ruela de Lima.

Tanto Adailton quanto Paulo Cezar participaram de imersões do grupo. Além deles, também estiveram em eventos do Legendários o deputado federal Ismael Alexandrino (PSD) e o ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (PSD).

Legendários em Caldas

O grupo Legendários publicou um vídeo nas redes sociais em que afirma que vai operar em Caldas Novas para “resgatar” o município da boemia. “Caldas Novas vai viver algo inédito. Por muito tempo, essa cidade foi marcada por lazer e boemia. Mas agora, uma nova história está sendo escrita”, diz a postagem. “De 13 a 16 de agosto, homens vão subir a montanha para 4 dias de confronto, verdade, propósito e transformação”.

Na internet, o evento foi alvo de desaprovação. “O ser humano anda doente demais. Religião agora ficou rentável. Inventam uma após outra, e são religiões cheias de julgamentos e preconceitos, são os donos da verdade”, escreveu uma internauta. “Me desculpem os devotos e verdadeiros fiéis, mas isso virou business”, opinou outra.

Outros comentários criticaram o suposto uso da fé para convencer a adesão de mais homens ao retiro. “Resgatar valores que podem ser pagos via PIX ou boleto bancário. Pior do que fazer a fé virar negócio, é só essa roupinha que eles usam”, disse um crítico. “Fazem qualquer coisa por dinheiro, até enganar usando a fé como instrumento”, comentou outra.

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