PRESSÃO

Empresários pedem para Alcolumbre barrar o fim da escala 6×1

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu grupo de 30 empresários que foram protestar contra fim da escala de trabalho 6x1

Alcolumbre não tentará impedir o fim da escala 6x1, dizem aliados (Foto: Agência Senado)
Alcolumbre não tentará impedir o fim da escala 6x1, dizem aliados (Foto: Agência Senado)

Na tarde desta terça, empresários foram ao gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para formalizar um apelo contra o que chamaram de ‘intenção eleitoreira’ dos parlamentares favoráveis ao fim da escala 6×1.

Foram, ao todo, cerca de 30 representantes da indústria e do agro. Entre eles estava o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ao término da audiência, os empresários disseram que Alcolumbre ouviu aos argumentos “com atenção”.

O que dizem aliados de Alcolumbre

Aliados do presidente do Senado disseram à coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, que ele não vai tentar melar o acordo feito entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente Lula para que o fim da escala de trabalho 6×1 seja aprovada no Congresso.

O acordo entre Hugo Motta e Lula prevê que haja um ano de transição para que a carga horária de 44 horas seja reduzida em definitivo para 40 horas. No entanto, os dois dias de folga por semana deverão valer depois de 60 dias da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Como mostrou o Mais Goiás na terça (25), os empresários não sabiam que esse acordo estava sendo negociado. A reação deles foi a de procurar Alcolumbre para convencê-lo a barrar a mudança, já que o texto também precisa ser aprovado na Casa.

Havia esperança porque recentemente os senadores barraram a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja: o relacionamento com o Palácio do Planalto não está muito bom. Entretanto, a sinalização que Alcolumbre deu aos aliados é a de que não pretende comprar essa briga.

A justificativa dada pelo presidente do Senado seria a de que essa pauta vai além das divergências com Lula e diz respeito ao “interesse do Brasil”.