Governo do Mato Grosso do Sul adota modelo implantado por Marconi e reduz secretarias
Ao anunciar medidas, Reinaldo Azambuja afirma que "com mudança, Mato Grosso do Sul terá, ao lado de Goiás, estrutura administrativa mais enxuta do País"
Ir direto pra matériaA reforma administrativa implantada pelo governador Marconi Perillo no final de 2014 como parte das medidas para contar o impacto da crise econômica nacional é modelo para o País. Ao anunciar nesta segunda-feira (20) providências para reduzir os gastos com custeio da máquina administrativa, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que com a mudança o Estado terá, ao lado de Goiás, a estrutura administrativa mais enxuta do País, com 10 pastas de primeiro escalão.
Além de reduzir o número de secretarias, o governador do Mato Grosso também apresentou projeto de reforma da Previdência do Estado e uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para limitar os gastos públicas – nos mesmos moldes da reforma proposta por Marconi. “Com essa mudança, Mato Grosso do Sul será o estado, ao lado de Goiás, com a estrutura administrativa mais enxuta, com apenas 10 secretarias”, disse Azambuja. O governador do MS destacou que o ajuste na máquina pública é uma sequência de ações iniciadas em 2015, quando o tucano assumiu o Executivo estadual.
O Mato Grosso do Sul compõe o Consórcio Brasil Central, formado ainda por Goiás, que preside o bloco, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia. Azambuja apresentou projeto de reforma administrativa que tem como objetivo reduzir em R$ 134 milhões por ano as despesas com o custeio do governo de Mato Grosso do Sul.
A proposta é reduzir de 13 para 10 o número de secretarias, fundindo as atribuições de seis pastas em três, e diminuir o número de superintendências, cortando mil vagas em cargos comissionados e temporários. Os princípios são os mesmos aplicados pelo governador Marconi Perillo em 2014.
Para amenizar o impacto da crise econômica sobre as contas públicas, o governador Marconi Perillo adotou, ainda em 2014, uma série de medidas de controle dos gastos públicos. Denominadas de Programa de Ajuste Fiscal, essas medidas reduziram o número de secretarias de 16 para 10, extinguiram 5 mil cargos comissionados e representaram economia de R$ 3,5 bilhões em 2015.
As medidas emergenciais adotadas em 2015 e 2016 foram consolidadas no final do ano passado com o envio, para apreciação na Assembleia Legislativa, do Plano de Austeridade pelo Crescimento do Estado de Goiás, um conjunto de ações de longo prazo, com vistas a garantir o equilíbrio entre receitas e despesas por pelo menos mais uma década.
A maior parte dos projetos já foi aprovada pelo Legislativo, que aprecia agora a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece os novos critérios para o gasto público, a chamada PEC dos Gastos.
O objetivo de Azambuja é amenizar a perda de arrecadação de tributária, estimada para 2017 em R$ 515,4 milhões, com a redução da arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da importação de gás natural da Bolívia. No anúncio, Azambuja disse que as medidas incluem Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita os gastos públicos e a reforma do sistema previdenciário estadual.