MDB estima mais de 5 mil filiações durante evento em Goiânia
Às vésperas da campanha eleitoral, que começa em agosto, ato também é lido como uma demonstração de força da base governista
O MDB goiano, partido do governador Daniel Vilela, espera alcançar novos cinco mil filiados durante um evento planejado para a próxima sexta-feira (15/5), em Goiânia. A ideia é que a reunião, que deve ocorrer na sede do partido, marque oficialmente a entrada de prefeitos, vice-prefeitos e lideranças de diferentes regiões do estado na legenda.
Às vésperas da campanha eleitoral, que tem previsão de início em agosto deste ano, o ato também é lido como uma demonstração de força da base governista. O grupo vai trabalhar pela recondução do atual governador e sucessor natural do presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD).
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O mutirão de filiações também consolida a estratégia da sigla de ampliar sua presença no interior goiano. Entre os nomes confirmados para ingressar no partido estão ao menos dez prefeitos (confira a lista abaixo).
Na liderança
O partido é o maior de Goiás em número de filiados, São, ao todo, 114.583 integrantes espalhados pelas diferentes regiões de Goiás.
Nos últimos anos, a sigla foi comandada por Daniel que, ao assumir o governo, transferiu a presidência para o ex-prefeito de Campos Verdes e ex-presidente da Federação Goiana dos Municípios (FGM), Haroldo Naves. Nos bastidores, o comentário é que Haroldo recebeu a missão de articulação com os prefeitos e lideranças para ampliar a penetração e musculatura da sigla no interior goiano.
“Estamos recebendo lideranças que acreditam em gestão, resultado e compromisso com a população. Esse crescimento mostra a confiança no projeto liderado pelo governador Daniel Vilela. Esse é um projeto vitorioso que será confirmado nas eleições de outubro”, declarou Haroldo.

Para ele, o partido vive um momento de “fortalecimento” porque mantém diálogo aberto com os municípios e participa diretamente das transformações que o Estado vem vivendo.
Um outro objetivo da sigla para este ano é ampliar o número de assentos na Assembleia Legislativa de Goiás e na Câmara dos Deputados. Internamente, as lideranças contabilizam cerca de 10 cadeiras na Alego. A aposta por trás do número, considerado expressivo, passa pela ampliação das lideranças, bem como a influência da campanha governista aguardada para os próximos meses.
Confira abaixo a lista de prefeitos que irão se filiar ao MDB na próxima sexta-feira:
- Eduardo Niqturbo (Niquelândia),
- Dr. Victor (Santa Fé de Goiás),
- Léia Mendonça (Santa Tereza de Goiás),
- Ulisses Alves de Brito (Santa Rosa de Goiás),
- Fernando Araújo (Itaguaru),
- Lorena Neri (Taquaral de Goiás),
- Job Martins de Deus (Santa Bárbara de Goiás),
- Dr. Dásio (Amaralina),
- Esmeraldo Guimarães (Campestre de Goiás),
- Neguinho da Areia (Baliza) e
- Edmário de Castro (Ceres).
Bola da vez
Em 31 de março, o ex-governador Ronaldo Caiado se licenciou do governo do Estado passando a caneta de governador para seu então vice, Daniel Vilela. Caiado se afastou para se dedicar ao um projeto que mira a presidência da República em 2026. Ao transferir o comando para Daniel, Caiado lembrou que a indicação do emedebista para a vice partiu dele. “Ninguém me indicou meu vice. Posso dizer com tranquilidade, escolhi o meu vice para governador de Goiás”, disse.
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Após receber a faixa de governador por Goiás, Daniel, por sua vez, disparou: “Assumo o Governo de Goiás com a plena convicção de que governar é servir. Um ensinamento que aprendi com a senhora [mãe] e meu pai. Aprendi que só faz sentido a vida política se for para melhorar a vida das pessoas”, pontuou. Depois, se comprometeu a seguir os passos de Caiado, seguindo os planos estabelecidos por ele em áreas como segurança, saúde e educação.
Na esteira
Os números mais recentes da Justiça Eleitoral apontam que o MDB, apesar de uma queda de quase 4 mil filiados nos últimos quatro anos, segue liderando com folga em Goiás. O partido é seguido pelos tucanos. O PSDB, do ex-governador Marconi Perillo e também pré-candidato ao governo goiano, soma mais de 66 mil fichas.
Depois, estão União Brasil, que contabiliza mais de 54 mil. Ele é seguido pelo PP (52.098), PT (47.677) e PL (46.594). Desses seis, o PL foi o único que registrou crescimento nos últimos quatro anos. O partido teve um ganho de pouco mais de 250 filiados desde o término das eleições municipais de 2024. Os demais, ainda que estejam à frente da sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, não conseguiram manter seus números e registraram queda.
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