‘Não adianta entrar numa campanha do jeito que estou’: Cleitinho desiste de disputar governo de MG
Presidente do Republicanos disse que partido deu condições para senador concorrer
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) confirmou, nesta segunda-feira (3), que não vai disputar o governo de Minas Gerais. A decisão foi comunicada após reunião com a cúpula do Republicanos, em Brasília. Pelas redes sociais, ele justificou o recuo pelo momento pessoal que atravessa desde a morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo, em decorrência de leucemia, em julho.
“Quero pedir perdão porque meu momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta eu entrar numa campanha agora do jeito que eu estou. Eu tenho que ser honesto com vocês, tenho que falar a verdade”, disse o senador emocionado, ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.
O Republicanos já havia anunciado que Cleitinho não seria mais candidato devido à falta de sinalizações claras. Após o comunicado, contudo, o senador chegou a reforçar que disputaria o governo e o cenário se tornou indefinido mais uma vez.
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Na reunião desta segunda, além do congressista, participaram Marcos Pereira, o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, bem como parlamentares da legenda. Também ocorreram contatos com PL, União Brasil e PP. O intuito é definir a chapa mineira.
Também pelas redes sociais, Pereira disse que o Republicanos chegou a dar condições para Cleitinho concorrer, mesmo após o anúncio de que ele não seria mais o candidato. Porém, a nova decisão partiu do próprio senador. “Demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato. Mas ele tem uma decisão pessoal por causa desse momento que está passando”, disse o presidente.
Cleitinho confirmou: “Vim com o coração aberto para falar que, neste momento, pelas circunstâncias da minha vida, não tem como entrar numa campanha agora sem cuidar de mim primeiro e cuidar da minha família.” Desde a última semana, o partido articula junto ao PL para lançar o ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) ao Palácio Tiradentes.