Sexta-feira, 24 de Julho de 2026
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Policarpo descarta regime de urgência na votação da taxa do lixo em Goiânia

Presidente da Câmara minizou fato da aprovação não ter sido consumada nesta terça-feira (10)

Por - Goiânia, Go
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Agenda de Romário Policarpo como prefeito de Goiânia foi restrita por feriado prolongado

Um dos principais aliados do prefeito eleito Sandro Mabel (UB) na Câmara dos Vereadores, Romário Policarpo (PRD), que preside o Legislativo, avalia que o projeto da taxa do lixo, pode ser debatido com tranquilidade, sem a necessidade de pressa para votação. A declaração foi feita após a sessão desta terça-feira (10), que terminou sem que o projeto fosse colocado em pauta, devido à falta de consenso entre os parlamentares.

“Não tem urgência para votar. Pra que eu vou votar agora? Deixa o povo entender o que está sendo votado. Vai ter sessão semana que vem, tem sessão até depois do Natal. Não tem necessidade dessa urgência toda”, afirmou Policarpo, destacando que o prazo legislativo permite mais tempo para discutir os detalhes da proposta.

A taxa do lixo enfrenta resistência significativa dentro e fora do plenário. Alguns vereadores questionam o impacto financeiro da cobrança sobre os goianienses, enquanto outros apontam falta de clareza nos critérios de arrecadação. Ontem (9), em entrevista coletiva, Mabel reforçou a importância da aprovação e citou uma emenda que pode fornecer descontos de até 75% ao contribuinte. 

Policarpo reforçou que, mesmo sem pressa, a expectativa é que o projeto seja votado ainda em 2024. “Acredito que vai ser votado esse ano, mas não vai ter problema se ficar para o ano que vem. Não tem necessidade de apressar a votação”, afirmou.

Com sessões previstas até o fim de dezembro, o presidente da Câmara destacou a importância de aproveitar o tempo disponível para garantir que vereadores, imprensa e a população compreendam plenamente o impacto e os objetivos da Taxa do Lixo antes de qualquer decisão.

“Agora que a gente está entendendo o que estamos votando. A imprensa também está entendendo, detalhando, mostrando para a cidade o que é. Não tem necessidade de atropelar, votar hoje ou amanhã”, concluiu Policarpo.

A vereadora Kátia Maria (PT), uma das mais críticas ao projeto, sugeriu que o texto, se aprovado em sua forma atual, poderá ser levado à Justiça. “Eu acredito que tem grandes possibilidades de uma judicialização por essa taxa. Da forma como ela está sendo criada, sim”, declarou durante a sessão.

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