Quinta-feira, 23 de Julho de 2026
Briga interna

Presidente do PHS em Goiânia nega incorporação da legenda ao Podemos

Kowalsky Ribeiro afirma que decisão tomada pela direção nacional não tem validade porque não cumpriu requisitos legais

Por - Goiânia, GO
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O presidente do PHS em Goiânia, Kowalsky Ribeiro, negou neste domingo (23) que a fusão da legenda ao Podemos esteja fechada. Ele disse ainda que as afirmações feitas por integrantes do Podemos sobre o acerto são mentirosas.

“Não está nada acertado. Eu participo da direção Nacional e componho um grupo que defende a permanência do PHS. Se nos fundirmos, o partido acaba”, ressaltou.

O presidente afirma também que qualquer decisão sobre fusões ou incorporações deve ser feita de forma coletiva, por meio de assembleia que envolva toda a direção nacional do partido.

“Não cabe a pressão na mídia por decisões de porão. Não acredito que os filiados escolherão pelo fim de um sonho que completará mais de duas décadas”, afirmou.

Eleito na última quarta-feira (19), Kowalsky acredita que o partido deve continuar com sua identidade e que precisa continuar dialogando para atrair outras legendas que queiram se incorporar ao PHS.

Cabo de guerra

O site nacional do PHS publicou, neste domingo (23) uma nota oficial do partido confirmando a incorporação ao Podemos. O texto, assinado pelo presidente nacional da sigla, afirma que “por unanimidade dos votos, o PHS 31 deliberou por caminhar junto do PODEMOS (PODE 19) por acreditar que a similaridade de projetos e as propostas para um Brasil mais humano, com política públicas voltadas para o bem coletivo da população, em muito se identifica com as causas que sempre lutamos”.

Kowalsky afirmou que a decisão publicada não tem validade pois não cumpriu os requisitos legais necessários. “A lei exige a publicação de um edital de convocação e a realização de duas assembleias para que essa decisão seja tomada. Nenhuma das duas coisas foi feita. O presidente (Eduardo Machado) está decidindo o que é melhor para ele e não para o partido”, concluiu.

Entenda

A cláusula de desempenho foi uma das alterações que a Emenda Constitucional nº 97/17 trouxe para as eleições de 2018. Com ela os partidos precisam obter um desempenho eleitoral para terem acesso ao fundo partidário e o tempo de TV.

Em 2018, as legendas precisariam ter pelo menos 1,5% dos votos para a Câmara, distribuídos em 9 estados e com mínimo de 1% dos votos em cada um deles. Esses percentuais sobem gradativamente até 2031, quando serão exigidos 3% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em 9 estados e com 2% dos votos válidos em cada um deles, na eleição de 2030.

No processo eleitoral deste ano 14 partidos não alcançaram o percentual exigido pela legislação. O caminho que muitas siglas tem encontrado para terem acesso ao fundo foi realizar fusões e incorporações com outras legendas.

O PHS atingiu um percentual de 1,46% dos votos nacionais para deputado federal, e 1% dos votos válidos em 17 estados.

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