Vanderlan cobra votação do fim da escala 6×1: “Se ficar para 2027, o trabalhador corre risco”
PEC está parada no Senado desde a aprovação na CCJ. Com dois terços das cadeiras em disputa na eleição, um adiamento deixa a decisão para uma nova composição da Casa
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O senador Vanderlan Cardoso (PSD), candidato à reeleição, cobrou a votação, ainda neste ano, da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1. A PEC 221/2019 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro, com voto favorável do parlamentar, mas ainda não chegou ao plenário.
Vanderlan afirma que o adiamento para 2027 pode comprometer a aprovação da proposta. Nas eleições deste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa. “A gente sabe que tem muitos candidatos ao Senado que são contra o trabalhador e que, se forem eleitos, poderão votar contra o fim da escala 6×1. Por isso defendo a votação ainda este ano, no plenário, para não prejudicarmos os trabalhadores”, disse.
A PEC reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário, e prevê dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos. Pelo texto, a jornada passaria a 42 horas 60 dias após a promulgação e chegaria a 40 horas depois de 12 meses. Para ser aprovada no Senado, a proposta precisa de pelo menos 49 votos em cada um dos dois turnos.
A votação no plenário chegou a ser cogitada para o dia da aprovação na CCJ, mas não ocorreu. Na comissão, quatro senadores manifestaram voto contrário à PEC, entre eles Rogério Marinho e Jaime Bagattoli, ambos do PL.
Vice-presidente da CCJ, Vanderlan diz que já adotou nas empresas dele uma jornada com um dia adicional de descanso. “Sou a favor do fim da escala 6×1. Nas minhas empresas, emprego mais de 2 mil funcionários e estamos implantando, há pelo menos cinco anos, o modelo com um dia a mais de descanso para o trabalhador, sem prejuízo no salário. Eu sei que funciona porque faço na prática”, afirmou.
“Se a votação ficar para 2027, quem vai decidir o futuro dessa proposta são os senadores eleitos agora, e ninguém sabe como cada um vai votar. O meu voto todos já sabem, sou favorável ao trabalhador. O eleitor precisa olhar para quem já tem posição comprovada no Senado”, disse.