Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026
COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Zé Mário crava vitória de Daniel no 1º turno

Em Mineiros, coordenador da campanha governista diz que foco do trabalho acontece em três frentes: no Entorno de Brasília, na região metropolitana de Goiânia e no engajamento da base de mais de 220 prefeitos

João Bosco Bittencourt
Por - Goiânia, GO
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O coordenador-geral da campanha de Daniel Vilela (MDB), José Mário Schreiner, foi a Mineiros anunciar o resultado que espera para domingo (4/9). “Estou aqui pra fazer um grande anúncio, nós vamos vencer a eleição no primeiro turno com Daniel Vilela, se Deus quiser”, afirmou o presidente licenciado da Faeg em entrevista coletiva no Sudoeste goiano.

A conta do coordenador bate com a pesquisa mais recente da Goiás Pesquisas/Mais Goiás, divulgada no domingo (27/9). Vilela aparece com 52,3% dos votos válidos e 44,6% no estimulado, contra 18,2% de Wilder Morais (PL) e 13,8% de Marconi Perillo (PSDB). Com margem de erro de 2,77 pontos, a vitória em turno único é possível, mas não está garantida.

A série do instituto mostra o governador em alta. Vilela tinha 42,6% no levantamento de 8 de setembro, 43,9% no de 16 e agora 44,6%. Marconi fez o caminho inverso, de 17,3% para 13,8%, enquanto Wilder subiu de 13,4% para 18,2%.

Daí a estratégia descrita pelo coordenador. A campanha dividiu o estado em três setores: o Entorno de Brasília, onde a votação é “muito expressiva”, mas ainda há “um número bastante expressivo de indecisos”; a região metropolitana, com Goiânia, Aparecida e Anápolis; e os demais municípios, onde o grupo diz contar com “mais de duzentos e vinte prefeitos na nossa base dos duzentos e quarenta e seis”. Na sexta-feira, a campanha reuniu virtualmente os prefeitos para pedir empenho na reta final.

O indeciso é o alvo, agora. Na mesma pesquisa, 8,9% não sabem ou não responderam, e 5,9% declaram voto branco ou nulo.

O discurso da campanha é o da continuidade. “Esse é um processo que por sete anos e nove meses ele vem dando certo”, disse, depois de dar mérito a Ronaldo Caiado e a Vilela pela conclusão de obras paradas.

Na segurança, Zé Mário recorreu a uma parábola. Quem recebe cem reais de gratificação por quatro meses seguidos não aceita perdê-los no quinto. “Nós incorporamos aqui em Goiás a questão da nossa segurança pública”, resumiu, depois de dizer que o estado vive “uma ilha de segurança”.

Sobraram farpas para os adversários. Wilder, segundo ele, “pode ser boa pessoa”, mas “não consegue fechar um raciocínio com relação ao Estado”. Sem nomeá-lo no trecho gravado, descreveu outro rival como alguém “que a gente conhece há mais de vinte anos” e que “vive com um olhar no passado”.

Zé Mário lembrou que Caiado o preteriu na escolha do vice e contou que, depois disso, conversou com todos os candidatos. “Não existe muro na política”, disse. “Se não fosse por isso eu não estaria nisso.”

Para a última semana, prometeu trabalho “com toda humildade, pisando na vaidade”.

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