Chamado de ‘sabor direita’ por Wilder, Márcio Corrêa retruca com ‘sabor amargo da derrota’; vídeo
"Podia ter citado aí sabor Cachoeira, sabor Morais, sabor Messias, sabor rabo preso, sabor preguiça, mas o seu sabor, senador, é o sabor amargo da derrota por essas atitudes"
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Uma declaração feita pelo senador e candidato ao governo de Goiás Wilder Morais (PL) durante sabatina do Portal Mais Goiás realizada nesta sexta-feira (4/9) iniciou um novo capítulo de rusgas entre correligionários do Partido Liberal (PL) em Goiás. Na ocasião, Morais usou o termo ‘sabor direita’ para se referir ao prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL) pelo apoio conferido ao governador e candidato a eleição Daniel Vilela (MDB). “Seu sabor vai ser o sabor amargo da derrota”, retrucou Corrêa, pelas redes sociais.
A resposta ocorreu em vídeo publicado ainda na sexta-feira. “Eu não sou adversário do senhor, que gastou seu tempo precioso no maior portal do estado, que detém o maior engajamento. Tinha que gastar esse tempo para apresentar propostas e projetos consistentes, que resolvam a vida do cidadão. O senhor não conseguiu, a não ser ficar só rindo e elogiando os adversários, apresentar uma proposta consistente. ‘Vamos melhorar a saúde, vamos melhorar’, o senhor não teve capacidade estudar o estado”.
O prefeito de Anápolis ainda usou o momento para alfinetar sobre a relação de Wilder com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira. “Podia ter citado aí sabor Cachoeira, sabor Moraes, sabor Messias, sabor rabo preso, sabor preguiça, mas o seu sabor, senador, é o sabor amargo da derrota por essas atitudes”, afirmou Márcio.
Entenda o contexto
Em 2012, Wilder Morais assumiu o cargo de senador após a cassação de Demóstenes Torres, de quem era suplente. Conforme diálogos revelados pela Polícia Federal, à época, Carlinhos Cachoeira dizia ter colaborado para a ascensão do goiano na política do Estado. O senador, à época, disse que agradecia ao contraventor para pôr fim à conversa.
A menção a Alexandre de Moraes, no entanto, decorre de uma situação passada em 2017, quando Wilder, então no PP, entre outros políticos, realizou uma espécie de ‘sabatina informal’ com o então postulante ao STF, em um barco de sua propriedade no lago Paranoá, em Brasília. Ao menos oito senadores participaram do jantar oferecido por Wilder. Cerca de um mês depois, Moraes acabou aceito, sob indicação do presidente Michel Temer (MDB), para ocupar a vaga de aberta após a morte de do ministro Teori Zavascki.
“Isso é bom para o cidadão, para o eleitor compreender porque que eu saí desse barco [adesão a Wilder]. Não é o barco que o senhor receber o Moraes não, que está afundando. Vê se o senhor me esquece, vai fazer campanha, vai gastar sola de sapato. O senhor comprou o partido, o senhor tem dinheiro e aí, vai expulsar todo mundo que sair desse projeto?”, finalizou Corrêa.
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