Em sabatina no Mais Goiás, Daniel Vilela rebate câmeras em fardas e descarta privatizar Saneago
Governador e candidato à reeleição defendeu a concessão do Serra Dourada, cravou MDB alinhado à direita e classificou atrito entre Gracinha Caiado e Gustavo Mendanha como "página virada"
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Durante sabatina do Mais Goiás realizada nesta sexta-feira (4) com o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), o tema segurança pública foi um dos principais destaques. O emedebista também falou sobre a concessão do Serra Dourada e briga na base entre os candidatos ao Senado Gracinha Caiado (União Brasil) e Gustavo Mendanha (PRD). Ele ainda tratou da atual posição do MDB e da possível privatização da Saneago.
Abordado sobre a instalação obrigatória de câmeras nas fardas dos policiais, o governador disse ser “radicalmente contra” e afirmou que quem defende a medida vive “nos livros, no ar-condicionado”. “O dado é muito simples: com as câmeras, aumentou a criminalidade em São Paulo. Vai andar na rua para você ver a segurança que tem lá. Veja se fala ao telefone como fala em Goiás. Estão roubando aliança lá, 45 por hora. É preciso fazer uma discussão se os policiais querem isso. Tem muita gente que vive nos livros, no ar-condicionado, e fica criando essas coisas aí. Tem que ouvir o policial, quem tem a expertise e vai para o enfrentamento”, disse o governador.
Ele ainda foi abordado sobre o aumento dos casos de feminicídio no Estado que, segundo ele, são uma “epidemia nacional”. “Em todos os Estados houve aumento nos casos de feminicídio. A diferença é que, em Goiás, todos os homicidas que praticaram feminicídio no ano passado foram presos. Outro ponto que precisa ser colocado é que 84% dos crimes acontecem dentro de casa; a polícia não tem como entrar. Estamos criando mecanismos e pedindo incansavelmente para que a população ajude. Às vezes o vizinho sabe de algo, um parente. É um problema mais complexo do que imputar isso à segurança pública”, afirmou.
Serra Dourada
Questionado sobre a concessão do Estádio Serra Dourada por 30 anos, Daniel disse que a decisão permitiu ao Estado economizar cerca de R$ 500 milhões, que estão sendo usados para adquirir o prédio do novo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). “O modelo de concessão é um modelo que tem mais de 30 anos. Todas as arenas do Brasil são assim. O Estado não tem expertise para fazer gestão”, declarou. Segundo ele, “se alguém colocasse o dinheiro no Serra em vez de comprar um novo hospital, eu acho que a sociedade não iria compreender bem”.
Sobre o uso dos clubes, ele disse que foi uma decisão dos próprios times optar por fazer os jogos menores em seus próprios estádios. Contudo, ele prevê que arena ainda será utilizada nas partidas com grandes equipes.
Briga na base
A sabatina também foi um momento para Daniel comentar sobre o desentendimento entre Gustavo Mendanha e Gracinha Caiado. Durante entrevista, a ex-primeira-dama acusou o ex-prefeito de ataques, o que foi negado pelo candidato do PRD. O chefe do Executivo goiano disse que a situação já foi superada.
Segundo ele, as atitudes voltadas para depreciar outras pessoas não são aceitas dentro do grupo político que ele lidera. “Em toda eleição aconteceram situações como essa dentro do grupo. Agora, dona Gracinha se sentiu ofendida e as informações que ela teve foram de que haviam partido de Gustavo Mendanha. Ela tem liberdade para contestar. Uma coisa é discutir ideias e outra é agir de forma depreciativa. Ela tem legitimidade pra isso, mas é um caso superado”, enfatizou.
MDB à direita
Questionado se o MDB segue como partido de centro ou mais à direita, Daniel Vilela disse ver a legenda “mais alinhada à direita”. “Eu vejo hoje o MDB nacional bem mais alinhado à direita. A maioria absoluta do partido defende candidaturas de direita, e a candidatura que tem o maior número de diretórios do MDB é a do governador Ronaldo Caiado (PSD). Essa semana assinamos um manifesto com 13 diretórios do MDB manifestando apoio a Caiado, que é o mais qualificado para nos tirar desse espiral que tem nos levado para baixo, para o buraco”, afirmou.
Saneago
O governador e candidato à reeleição descartou a possibilidade de privatizar a Saneago caso seja reeleito. De acordo com o emedebista, trata-se da empresa pública de saneamento mais eficiente do Brasil. “A Saneago é a prova de que a gente pode ter empresas públicas eficientes, bem-sucedidas, de forma com que a gente possa ter saúde financeira adequada. Não temos interesse em privatizá-la. Entendemos, sim, que ela pode fazer parcerias, associar-se, com modelos inteligentes, modernos, esse é o nosso projeto para a Saneago”, afirmou.
Marca
Por fim, ao ser questionado sobre qual será a marca do seu eventual governo caso seja reeleito, Daniel Vilela afirmou que “fará o que for preciso”, mas deu ênfase à busca pelo que chamou de “soluções tecnológicas”. “Não estou pensando em uma obra para deixar como marca do meu governo. Vou fazer aquilo que é preciso. Investir em soluções tecnológicas. Vamos ter uma série de ações modernizantes e estruturantes. O povo goiano pode saber que conheço esse Estado no detalhe, conheço todos os prefeitos, grande parte das lideranças, grande parte dos vereadores, sei do potencial de cada cidade, estou pronto e preparado.”
Confira trechos da sabatina:
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